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It might sound like I'm an unapologetic bitch

por Carla Hilário Quevedo, em 21.12.14

But sometime you know I gotta call it like it is

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publicado às 12:01

A Forma de Vida perguntou...

por Carla Hilário Quevedo, em 20.12.14

... quais eram as minhas cinco escolhas de livros publicados e lidos em 2014. Respondi aqui. Aproveito para recomendar com entusiasmo a página de Facebook da Forma de Vida: bem feita, bem escrita, pensada com amor. Enjoy!

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publicado às 12:22

Destaque

por Carla Hilário Quevedo, em 20.12.14

Maria Capaz

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publicado às 12:20

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 17.12.14

Karina.jpg

Anna Karina

 

... não me levem a mal o spoiling, mas uma das melhores cenas em The IT Crowd acontece quando Douglas, o presidente da Reynholm Industries, conhece uma jornalista, April, que lhe conta: "I used to be a man". Perante esta informação, Douglas, que é um macho alfa a rebentar de testosterona pelas costuras, com níveis elevadíssimos de narcisismo, responde inesperadamente: "That's fine with me. I don't care". A partir daí vemos imagens da vida do novo casal que inclui comer pizza na cama enquanto vê jogos de futebol. São companheiros em tudo e Douglas apaixona-se. Um dia, estão os dois abraçados e Douglas diz: "To think that when we met you were worried that you were from Iran". A cena da separação é das mais engraçadas de sempre. 

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publicado às 09:39

Os informáticos

por Carla Hilário Quevedo, em 16.12.14

O canal FX está a exibir as temporadas da série britânica de humor The IT Crowd, traduzida acertadamente por Os Informáticos. É a terceira série de sucesso de Graham Linehan, co-autor de Father Ted (série de culto, embora um pouco datada, de 1995-8) e de Black Books (que escreveu com o excelente Dylan Moran, em 2000-4). Em exibição de 2006 a 2013, The IT Crowd surge num momento em que os departamentos de informática passam a fazer parte das empresas. Na Reynholm Industries, esse departamento fica depreciativamente na cave, onde trabalham Maurice Moss (Richard Ayoade) e Roy Trenneman (Chris O'Dowd), um geek e um desastrado, os dois informáticos liderados por Jen Barber (Katherine Parkinson), a directora que não percebe nada de computadores. Os episódios são hilariantes e a série consegue até melhorar quando o presidente da empresa, Denholm Reynholm, se suicida e é substituído pelo filho, Douglas (Matt Berry). Absolutamente a não perder.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 12-12-14

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publicado às 23:35

O Sapo perguntou que coisas melhoraram as nossas vidas...

por Carla Hilário Quevedo, em 15.12.14

... e eu respondi aquilo que melhorou a minha este ano.  

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publicado às 18:58

Agora em vídeo

por Carla Hilário Quevedo, em 15.12.14

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publicado às 18:48

Idiotice masculina

por Carla Hilário Quevedo, em 15.12.14

Loja de Porcelana CHQ 15-12-14

App PictureShow com filtro Quad sobre imagem de surfista na Nazaré

 

Os resultados de um estudo conduzido por investigadores britânicos sobre as diferenças entre homens e mulheres no que respeita à idiotice de comportamento foram publicados na semana passada no British Medical Journal. A investigação, que à partida diríamos ser uma perda de tempo e dinheiro – basta pensarmos na masculina roleta russa para percebermos que a diferença em idiotia é flagrante entre homens e mulheres – foi baseada na análise dos vencedores dos Prémios Darwin entre 1995 e 2014.

 

Para quem não está familiarizado com estes prémios, trata-se de uma invenção que começou no grupo online Usenet, que surgiu algum tempo antes do que conhecemos hoje por internet. Em 1985 apareceram os primeiros relatos de mortes estúpidas causadas pelas vítimas. Mais do que serem pouco credíveis, os relatos só puderam ser verificáveis mais tarde. Em 1993, Wendy Northcutt, estudante de biologia molecular na Universidade de Berkeley e neurobiologia em Stanford, que participava no grupo de discussão, foi convidada por uma editora a publicar uma colecção destas histórias de mortes estúpidas. O livro foi um best-seller. Northcutt é autora de seis livros e do site darwinawards.com.

 

Os Prémio Darwin são atribuídos aos que se excluíram da corrida evolutiva ou do pool genético por (má) decisão, causando a sua morte ou tornando-se infértil na sequência de actos estúpidos. Em 1998, o Prémio Darwin foi atribuído a Michael Gentner, de 23 anos, que engoliu um peixe vivo de 12 centímetros num desafio de colegas da mesma idade. Gentner morreu sufocado e os amigos, que se limitaram a dizer aos paramédicos que tinha comido peixe, foram declarados “completamente idiotas” pelo juiz. Em 2000, em Houston, um rapaz de 19 anos quis jogar à já mencionada roleta russa, mas com uma metralhadora. Foi o vencedor indiscutível do Prémio Darwin nesse ano, sem dúvida por ter sido capaz de acrescentar idiotice ao que já de si já era suficientemente idiota.

 

Voltando ao estudo recente que confirma que existem mais vencedores homens (282) dos Prémios Darwin do que mulheres (36), podemos apenas especular sobre os motivos que levam homens e mulheres a agir de modo tão diferente.

 

A bazófia não é uma característica apenas masculina, mas até há pouco tempo era cultivada em meios estritamente masculinos, competitivos na sua natureza. Fazer de tudo para mostrar que se é o melhor ou que se suporta um desafio tão irracional como atirar-se da ponte abaixo faz parte de uma maneira de viver bruta. É em contextos de testosterona em demasia que os idiotas morrem.

 

Pelo nosso lado – sim, porque há dois lados – alguém um dia disse que se o mundo fosse das mulheres ainda hoje não teríamos descoberto a roda. Simpatizo com a ideia de resistência à mudança, na sua forma reaccionária, associada ao sexo feminino. Mas isto só acontece porque as mulheres têm uma capacidade invulgar de previsão das consequências da novidade. Da invenção da roda, passaríamos num instante à invenção do carro, onde ele poderia meter as malinhas e ir embora. Está, como é evidente, fora de questão.

 

Publicado na edição de hoje do i.

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publicado às 18:28