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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 18.04.15

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Julie Andrews, por Cecil Beaton 

 

... muitas pessoas não têm uma experiência de convivência com uma mulher estruturalmente alegre. E falo de uma alegria que não é só uma questão de temperamento (tem que ver com fé, com bondade e pele macia). Tive a sorte de ter esta companhia durante bastante tempo da minha vida e de haver ainda ruínas desta mesma alegria feminina na minha família. Ninguém é perfeito, mas uma mulher alegre faz diferença. Acordei com saudades. 

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publicado às 08:59

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 16.04.15

Mr. Turner (o aparecimento de Sir John Soane, excêntrico e cavalheiro como o imaginava, e o amor de Turner pela Mrs. Brooks, uma mulher alegre, e o desprezo pelo família são pormenores de que gostei neste excelente filme de Mike Leigh). John Wick (um dos piores filmes que já vi: não aluguem). 

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publicado às 19:48

Polícia da indignação

por Carla Hilário Quevedo, em 16.04.15

Há uma nova profissão nos dias de hoje: polícia da indignação. A medida é o ataque terrorista ao jornal satírico Charlie Hebdo, que resultou em 12 mortos. Logo após o ataque, apareceu um slogan em defesa da liberdade de expressão, 'Je suis Charlie', partilhado nas redes sociais por muitas pessoas que se solidarizaram com as vítimas e com um modo de vida que condena a violência como resposta ao insulto. A partir desse momento, sempre que há um massacre, aparecem os polícias a reclamar pela dose de indignação que pensam ser devida a qualquer ocasião terrível. Pergunto o que pretendem estas pessoas. Será que minimizam o ataque ao Charlie Hebdo? E por que será que reclamam para si um direito especial de exigir ao próximo que se indigne de igual modo com o que de mais terrível acontece no mundo? Quem lhes conferiu esse direito? E desde quando a indignação passou a ter um valor moral? Há quem queira tornar a sua vida impossível. E a dos outros também.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 10-4-15

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publicado às 16:53

Bomba de Ouro

por Carla Hilário Quevedo, em 15.04.15

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publicado às 21:44

Uma senhora muito amada

por Carla Hilário Quevedo, em 15.04.15

Margarita Suárez, habitante de Mérida, no México, morreu. Era conhecida por alimentar animais vadios no bairro em que vivia. A sala funerária onde o corpo estava a ser velado foi visitada por cães e até um pássaro. Os cães apareceram porque todas as manhãs se dirigiam a casa de Margarita, que os alimentava e tratava deles. Sempre que saía de casa, levava alguma coisa com ela para dar de comer aos animais que encontrava na rua. No magnífico site Bored Panda estão imagens dos cães deitados na sala. Só se foram embora quando o corpo foi cremado. Na notícia disseram que os cães foram apresentar as suas condolências. É provável que se tenham sentido desamparados. Também é possível que estivessem à espera que Margarita acordasse. Nunca saberemos o que lhes deu. Certamente sentiram o mesmo do que nós, animais humanos. Quando morre alguém que nos ama, o mundo fica desorganizado, a nossa vida desorientada e os nossos hábitos deixam de fazer sentido.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 10-4-15

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publicado às 18:35

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 14.04.15

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Arya Stark aka Maisie Williams

 

... o primeiro episódio da quinta temporada não defraudou as minhas expectativas, mas alguma coisa mudou porque agora vejo a mãe dos dragões como uma personagem um bocado boring. Não devia ser porque vive a mais absoluta contradição do que defende: quer mudar o mundo ao mesmo tempo que vive com a impossibilidade de intervenção. Falo dos indomesticáveis dragões. É estranho mas parece que de alguma maneira a personagem não está à altura da sua história. Ou então é aquele olhar um bocado parado da Emilia Clarke. Ou então acordei injusta. Continuo a gostar muito da agripinóide Cersei Lannister. E de Arya Stark, claro. 

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publicado às 07:43

O regresso de Game of Thrones

por Carla Hilário Quevedo, em 13.04.15

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App ePicEffects com filtro Sage

 

O canal SyFy teve a delicadeza de transmitir a quarta temporada de Game of Thrones, baseada na obra homónima de George RR Martin, autor também da série, em sessões continuas este sábado e domingo. Uma vez que se trata de uma série com inúmeras personagens, histórias que se cruzam, a produção é demorada e o espaço de tempo entre a exibição de cada temporada é de um ano. Quer isto dizer que a primeira temporada de Game of Thrones já foi transmitida há demasiado tempo para nos lembramos de pormenores da história. Está algures perdida em 2011 para os que não têm a série em dvd. Rever a quarta foi excelente, mas o ideal para os espectadores tinha sido uma semana de reposições dos episódios das temporadas de Game of Thrones já exibidas. Fica o pedido para a semana anterior à estreia da sexta, para o ano.

 

Dado o número elevado de personagens mortas, e intuindo a dificuldade de mesmo os fãs se lembrarem se uma personagem está viva ou não, a Slate elaborou um questionário com vinte perguntas para nos reavivar a memória. Mesmo sendo fã da série televisiva desde o primeiro momento (não li um único livro da saga), obtive um resultado que fica um pouco aquém do que esperava. Lembrava-me de 14 mortos ou vivos, quando a resposta média é 17 respostas correctas. Para dizer a verdade toda, nem sequer me lembrava da existência de algumas personagens, como Yoren, protector de Arya Stark na primeira e segunda temporadas, ou Rickon Stark, o irmão mais novo de Bran Stark (o rapaz que foi atirado da janela por Jamie Lannister, quando Bran o surpreendeu e à irmã, Cersei, num momento incestuoso, e que ficou sem poder andar), que desde a terceira temporada se encontra ao cuidado de Jon Umber, aliado dos Stark. O Greatjon, como também lhe chamam, não estava presente no casamento onde foi morta uma parte substancial do clã Stark, aquele que provavelmente apresenta mais vítimas de homícidio na série, a começar pela figura (que julgávamos) principal de Eddard Stark, logo na primeira temporada.

 

Por serem guerreiros ou ocuparem lugares de poder, morrem mais homens do que mulheres. Mas o futuro parece radioso para as personagens femininas. Com a morte de Joffrey Lannister e a entronização do irmão Tommen Baratheon, ainda demasiado jovem, será a vez de Cersei Lannister governar? O pai, Tywin Lannister, está fora de cena e Cersei pode por fim ser uma rainha de pleno direito como regente do filho. Isto para não falar da ameaça neoconservadora de Daenerys Targaryen, mãe de três dragões imprevisíveis (na quarta temporada, um dos dragões quase a comia viva), que libertou os escravos de Yunkai e Astapor, terras que depois da deposição dos senhores se vêem a braços com perigos ainda maiores, além da escravização renovada. E a promessa que é Sansa Stark, com o aliado perigoso, Petyr ‘Littlefinger’ Baelish?

 

Será Cersei a digna sucessora do seu pai? Será que os dragões, como aconteceu com o meu gato, vão crescer e sossegar? Será Daenerys a líder mais indicada? Ou é aborrecida como todas as pessoas que só pensam na justiça? E Sansa? Que efeitos terão a companhia traiçoeira de Littlefinger na adolescente? Ah, perguntas, perguntas... Ainda bem que a quinta temporada estreia hoje.

 

Publicado na edição de hoje do i.

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publicado às 18:24