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Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 19.10.14

Fading Gigolo (adorei).

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Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 17.10.14

Martensen, 2001

Peter Martensen, The Flight, 2001

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Poesia heterossexual

por Carla Hilário Quevedo, em 16.10.14

Ode to Spring

Frederick Seidel, 1936

 

I can only find words for.

And sometimes I can’t.

Here are these flowers that stand for.

I stand here on the sidewalk.

 

I can’t stand it, but yes of course I understand it.

Everything has to have meaning.

Things have to stand for something.

I can’t take the time. Even skin-deep is too deep.

 

I say to the flower stand man:

Beautiful flowers at your flower stand, man.

I’ll take a dozen of the lilies.

I’m standing as it were on my knees

 

Before a little man up on a raised

Runway altar where his flowers are arrayed

Along the outside of the shop.

I take my flames and pay inside.

 

I go off and have sexual intercourse.

The woman is the woman I love.

The room displays thirteen lilies.

I stand on the surface.

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Ainda não foi desta

por Carla Hilário Quevedo, em 15.10.14

Kim Jong-un não esteve presente na cerimónia de dia 10, mas apareceu dias depois. Fica para a próxima!

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Será que é hoje?

por Carla Hilário Quevedo, em 15.10.14

Hoje, dia 10 de Outubro, sugiro que estejamos atentos às notícias vindas da Coreia do Norte. É o aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores, que está no poder desde 1946. É hoje que fazem festas, cantorias, as paradas e todas essas coisas tão caras às ditaduras. Mas o importante é que desde inícios de Setembro que o nosso conhecido ditador Kim Jong un, que durante o Verão se fartou de executar, expulsar ou substituir aqueles de quem não gostava, não aparece em lado nenhum. A desculpa é ter estado doente. Mas é contra os costumes do país o Grande Líder estar ausente durante tanto tempo. Fala-se de golpe de Estado ou de destituição do Grande Líder neto por outro Grande Líder, que por sua vez é pai do pai do Grande Líder do qual vos falo agora. Voltando ao princípio. Se não aparece na festa, não é por estar doente. É por já ter sido Grande Líder. Agora deve haver outro. Seja quem for, não pode ser pior do que este. Bye, bye, Kim.  

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 10-10-14

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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 14.10.14

Masters & Johnson

Virginia Johnson aka Lizzy Caplan, bem acompanhada

 

... Filipe, estive a dar uma vista de olhos sobre o que escrevi sobre Breaking Bad e penso que não analisei a série 'sob esse prisma'. Só aqui resumo os seus temas principais: moral, família e realização pessoal no trabalho. Mas tens toda a razão quando apontas o casamento, ou a relação conjugal ou até a 'ruptura amorosa', como um dos temas principais. Penso no entanto que o casamento é uma boa desculpa para Walter se comportar assim. Ele faz o que faz porque 'tem de sustentar a família'. A doença também é motivo. A fragilidade dos filhos, um com deficiência, o outro recém-nascido; a mulher, sobretudo como recordação de uma promessa feita e não cumprida são apresentados como motívos para a conduta de Walter. Muitos hão-de vê-lo como alguém que percebeu a solução para o seu problema. Outros entendem que Walter se tornou no que sempre foi. Skyler tem um movimento contrário. É profundamente conservadora - como são tipicamente apresentadas as mulheres - e escolhe os filhos num momento em que já não pode fazer mais nada. Para chegar àquele ponto, Skyler tem de fazer um longo caminho. Até ao ponto em que há uma ameaça à vida dos filhos. A personagem foi odiada pelo público misógino do costume, talvez por estarmos perante uma figura feminina que vai ao encontro do que pensamos ser 'uma mulher'. Mas agora estou um bocado longe de Breaking Bad, que tentei rever e abandonei por me parecer ainda cedo para repetir. Ando entusiasmada com Masters of Sex, que recomendo com fervor. Não há crime; só sexo. O que se leva desta vida afinal?

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My idea of fun

por Carla Hilário Quevedo, em 13.10.14

No Louvre

13 Responses to the Beyoncé & Jay-Z Pic with the Mona Lisa

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Vírus chato

por Carla Hilário Quevedo, em 12.10.14

Loja de Porcelana CHQ 11-10-14

App InstaEffects com filtro Dublin e autocolante

 

A febre hemorrágica ébola não é uma doença nova. Apareceu pela primeira vez em 1976 numa aldeia no Zaire e cerca de 300 casos foram diagnosticados no local a partir do paciente denominado zero, uma freira belga que se julgava padecer de febre amarela, e que terá sido a primeira baixa. Ninguém sabe até hoje como se deu aquele primeiro contágio, mas o local está definido: ao largo do rio Ebola, que deu o nome ao vírus. Desde então que houve vários surtos de ébola, todos terríveis, avassaladores, mas controlados e circunscritos. Dir-se-ia que se tratava de um problema de certas zonas muito pobres em países de terceiro mundo, um pouco como a sida, que de início se pensava estar restrita, embora a dois grupos de pessoas: homossexuais e toxicodependentes.

 

Como aconteceu com outras epidemias, o mundo recebeu as notícias pela televisão, ficou aterrado e não ligou nenhuma. Foram décadas de medo misturado com indiferença. Os surtos de ébola, como é da natureza do surto, aparecia do nada, matava uns quantos na África central e desaparecia não se sabia como. Até há meses, altura em que equipas internacionais acorreram à Nigéria para tentar conter o vírus, a doença acontecia lá longe e aos outros. Mesmo assim, os investigadores tentaram descobrir mais sobre uma doença que se pensa existir sobretudo em zonas florestais em que existem morcegos portadores do vírus e em que as tribos têm rituais fúnebres que obrigam os familiares a tocar no corpo. Uma das características mais terríveis do ébola é ser transmissível por saliva ou suor. Não se transmite pelo ar, como chegou em tempos a ser divulgado, mas neste aspecto chega a ser mais assustador do que o vírus HIV. A doença desenvolver-se-á mais em países em que tocarmos uns nos outros é uma actividade quotidiana? A gripe A, apesar de tudo menos aterradora por lhe faltar o aspecto cinematográfico da febre hemorrágica externa, teve mais incidência em países do sul ou do norte da Europa?

 

Até há semanas, o ébola só existia em países em guerra, com pobreza extrema e uma rede de cuidados hospitalares deficitária. Até os médicos, enfermeiras e auxiliares destacados na Nigéria, no Senegal e na Libéria começarem a ficar infectados com o vírus e serem transportados para os seus países de origem para tratamento. O tratamento, entretanto, pode estar baseado no plasma do sangue de pessoas que recuperaram da doença. Por enquanto, não há vacina.

 

Mas ficámos com a certeza de que pouco se sabe sobre a doença por causa do caso da auxiliar de enfermagem espanhola Teresa Romero, que se encontra internada no hospital Carlos III, em Madrid, em estado grave. A funcionária terá contraído a doença por não ter estado devidamente protegida a tratar de dois missionários espanhóis repatriados da Serra Leoa e da Libéria, onde tinham contraído o vírus e que acabaram por falecer. O cão de Teresa Romero foi abatido como medida de precaução, uma vez que ninguém sabe se o animal poderia ser portador. Estão assim reunidas as condições para termos mais uma vaga de pânico como aconteceu com a gripe A. Temos fatos, viseiras, galochas e luvas de borracha que cheguem para todos ou é preciso fechar as fronteiras?

 

Publicado na edição de fim-de-semana do i, 11/12-10-14

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