Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Alfred+Tippi



publicado por Charlotte às 18:27 | partilhar

Modo de vida

Por mim, um terço do mundo ia preso, o outro era internado. E o que restasse era rico, feliz e magro para sempre.



publicado por Charlotte às 18:11 | partilhar

Como vocês não lêem...

"And those who have done many terrible actions hate and shun life because of their vice, and destroy themselves."

 

... leio eu por vocês. Quem quiser perceber, terá de ter curiosidade e ler (várias vezes) a Ética a Nicómaco, de Aristóteles. Esta frase está no capítulo 4 do livro IX, na tradução de Terence Irwin, numa parte de que gosto especialmente porque fala (mal) do 'arrependimento'. (Não pode ser bem de arrependimento que fala, porque é cedo para a noção de culpa. Mas imagino que seja qualquer coisa como 'voltar atrás' ou 'começar de novo'. Tenho de ir ali ver o grego.)



publicado por Charlotte às 17:55 | partilhar

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Dor de Cabeça: A Noite do Futrebol

Na terça-feira à noite, a sala do Twitter foi abaixo. O motivo para a agitação virtual era um programa de comentário de futebol na TVI 24 com o título bem português, A Noite do Futrebol. O protagonista é, como o nome indica, Paulo Futre, antigo jogador do Sporting, Benfica, Porto, Atlético de Madrid e outros clubes, que apareceu há tempo a fazer um presságio que sabemos estar confirmado: «vai vir charters da China». Ora, nem mais. Desde o prenúncio futriano que o vemos em anúncios, em revistas, a dar entrevistas, e agora temos o prazer de o ver no seu próprio programa, uma lufada de ar fresco no ambiente sombrio da programação televisiva. Paulo Futre agrada às pessoas, independentemente de género, idade, classe social, cor da pele, orientação sexual e crença religiosa. Não há muitas figuras consensuais na sociedade portuguesa, mas penso não estar enganada quando digo que é estimado por todos. Podemos não perceber uma palavra do que diz, vemos que não tem jeito para se vestir, mas esquecemos estes pormenores quando assistimos ao telefonema que recebe do Zé de Torres Vedras, que só tem boas palavras a dizer do Futre, que o ajudou tanto quando mais precisou. A maneira como Futre recebe os elogios em directo, sem complacência nem vaidade, esclarece a razão por que gostamos dele. Ali está aquilo a que um cidadão de Alcântara chama «um puro». É genuíno. É boa onda. Futre é boa gente. Uma parte d’A Noite do Futrebol é, aliás, dedicada a ajudar pessoas desempregadas a encontrar um emprego. Futre acaba o telefonema a dizer ao Zé que deixe o telefone que depois lhe liga. Já fiz o Like! indispensável na página do Facebook. Já comecei a ver jogos de futebol. Agora só falta aprender futrês.

 

Publicado hoje no Metro.



publicado por Charlotte às 15:52 | partilhar

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012


publicado por Charlotte às 19:38 | partilhar

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Raylan Givens



publicado por Charlotte às 17:49 | partilhar

Só disfuncional

Era uma vez um leão chamado Malik que vivia no jardim zoológico de Wellington, na Nova Zelândia. Tinha na sua jaula uma barreira de vidro com a espessura de 33 milímetros que o separava das visitas. Toda a gente sabia que o Malik comia carne humana e não era por isso que era menos amado. Um dia apareceu Sophia Walker, de três anos, que pôs as mãos no vidro e ficou ali muito perto, a olhar para um bicho que lhe parecia mesmo um gato gigante. O pai achou logo graça e fez o que já é uma tradição: filmou tudo para descarregar de imediato numa rede social. A mãe incentivou. O momento alto aconteceu quando o Malik começou às patadas no vidro. Para espanto dos pais, Sophia ali ficou, impávida, sem fugir nem chorar. Para espanto dos que não confiam em barreiras de vidro com leões do lado de lá, os pais continuaram a filmar como se nada fosse. Ninguém mostrou ter o mínimo instinto de protecção. Uma falha no vidro e teriam sido o café com leite do Malik, a começar pela Sophia. O mundo tratou a criança como se fosse uma heroína. A própria, na televisão, repetiu sobre si o elogio que lhe dedicaram: «sou muito corajosa». Aconselho uma ida ao psicólogo.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-1-12



publicado por Charlotte às 16:16 | partilhar


Se não fosse jogador, era o melhor bate-chapas do Montijo. Paulo Futre
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