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Hoje, às 19h

por Carla Hilário Quevedo, em 18.01.17

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publicado às 09:50

Acordar para o caos

por Carla Hilário Quevedo, em 17.01.17

"A woman from Brighton is waking up to chaos on Twitter after having been singled out by Donald Trump as his daughter." Notícia do Guardian sobre o Presidente eleito dos Estados Unidos, que acha que as mulheres são todas iguais.

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publicado às 09:05

"You're in? You're in? You're in?"

por Carla Hilário Quevedo, em 15.01.17

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publicado às 10:39

Fazer amigos (2)

por Carla Hilário Quevedo, em 14.01.17

Anteontem, no Irritações, irritei-me com a moda absurda de nos telejornais irem "ver o que dizem as redes sociais". Numa altura em que se fala da importância do jornalismo, as televisões fazem esta opção estranha de equiparar notícias, reportagens, entrevistas e comentário a leitura de tweets e posts no Facebook de pessoas comuns, que estão a dizer coisas nas redes sociais. Neste vídeo, podemos assistir ao risco que se corre a partir do momento em que se escolhe ler o feed do Twitter, porque precisamente aparece de tudo, desde o comentário mais banal até ao disparate e ao insulto. 

 

Gostava de perceber qual é a ideia das televisões ao fazerem esta opção igualitária, na medida em que parecem validar um desabafo no Twitter como opinião relevante. Também "ir ver o que dizem as redes sociais" é uma actividade impossível, porque tem de haver uma escolha de pessoas a seguir e, portanto, no máximo o que se lê é o que se diz nos cafés da Av. da Liberdade, sendo certo que na Av. de Roma ninguém é lido. O que estamos a ver é a timeline do jornalista ou do canal de televisão? Dantes o jornalista ia para a rua recolher a opinião de quem passava, actividade igualmente inútil. Agora só precisa de um telefone e assim ainda por cima lembra que não há dinheiro para mandar cantar um cego.

 

Resta saber quem está interessado em ver na televisão o que as pessoas dizem no Twitter ou no Facebook. Será uma rubrica para atrair os autores dos tweets e dos posts? Porque, se não forem esses (e mesmo esses, tenho muitas dúvidas), quem quer saber? Se eu quiser ver o que dizem no Twitter ou no Facebook, pego no meu telefone e vejo. 

 

Qual é então o valor jornalístico de mostrar na televisão o que dizem as pessoas nas redes sociais? Por que razão os jornalistas estão tão interessados em desabafos? Querem adular aquele público que não os vê (porque garanto que não vê)? Querem mostrar que são "modernos"? Dar espaço televisivo a timelines mina a credibilidade do noticiário televisivo, porque põe no mesmo saco o que não pertence ao mesmo saco. É uma prova de impotência do jornalismo. Como se o jornalismo se demitisse da sua função de contar as coisas que só o jornalismo pode contar. 

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publicado às 11:11

Coisas que melhoram algumas vidas (145)

por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.17

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Já nas livrarias!

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publicado às 16:26

Um homem

por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.17

Obama tomou decisões erradas, falhou muitas vezes e é possível que tenha cometido um erro atroz na guerra da Síria, ao não intervir quando devia. O próprio reconheceu falhas. Errou também quando investiu sobretudo em empresas tecnológicas e se esqueceu das pessoas menos qualificadas para a nova realidade. Disse há dias que teria ganho as eleições se pudesse ter sido o candidato. Perdeu uma boa ocasião para estar calado, porque de facto também foi derrotado. O envolvimento de Obama na campanha de Hillary Clinton foi total, o que faz de ambos igualmente perdedores. 

 

Também fez o que pôde e o que o deixaram fazer. Tirou os Estados Unidos de uma recessão profunda em 2008 e deixa um país próspero. Não sei até hoje em que consiste o Obamacare, por isso prefiro não me pronunciar, mas já Clinton tinha apontado falhas que precisavam de ser corrigidas. Porém, não sei se é muito americano ter cobertura de saúde garantida. 

 

Obama não foi o que muitos esperavam. Por mim, superou todas as expectativas. Ajudou nunca o ter visto como um "messias". Respeitar uma pessoa passa por não a pôr num pedestal. O que vejo em Obama é uma constância na sua vida que me inspira alegria, paz e confiança. Foram oito anos sem escândalos, sem casos extraconjugais ridículos, sem histórias de corrupção. Deu dignidade ao cargo, o que não é coisa pouca. E depois não se pode negar que se trata de um homem inteligente, moderado e cool, com grande eloquência e intuição e que parecia fazer tudo bem, mesmo quando as coisas não corriam assim tão bem. Por isso, falam em Obama e penso num homem. Falam em Trump e penso numa caricatura.

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publicado às 10:52

Chorar perdidamente

por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.17

A choradeira tem sido mais que muita nos últimos dias, por causa da despedida de Barack Obama. É normal: o que vem aí é aterrador de tão mau. Gostei do que Alec Baldwin disse sobre o discurso de Meryl Streep nos Golden Globes. A actriz não se referiu ao modo inaceitável como Trump falou das mulheres, mas mostrou como as mulheres, muitas pelo menos, vêem esta eleição: com uma mistura de tristeza, revolta e desolação. Na verdade, Trump confirmou receios e, o pior de tudo, conseguiu que o seu "discurso" misógino e de divisão fosse legitimado pelo voto. Pode ser tudo "só política", manipulação básica de partes da população que se sentem mal e por isso acreditam que têm razão (e que a culpa do seu mal-estar é dos outros), mas o que é certo é que Trump ganhou. Por mim, fico à espera que desapareça de cena. Até lá, bloqueei o nome 'Donald Trump' no Twitter, além da conta. Cada um sobrevive como pode.

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publicado às 10:17

Na América tudo é possível...

por Carla Hilário Quevedo, em 11.01.17

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Fotografia de Pete Souza

 

... até o melhor ser eleito Presidente e governar durante oito anos. Já tenho saudades. Fica o discurso de despedida, que, como sempre, é muito mais do que um simples discurso: "It’s that spirit – a faith in reason, and enterprise, and the primacy of right over might, that allowed us to resist the lure of fascism and tyranny during the Great Depression, and build a post-World War II order with other democracies, an order based not just on military power or national affiliations but on principles – the rule of law, human rights, freedoms of religion, speech, assembly, and an independent press." 

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publicado às 11:28