Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



...

por Carla Hilário Quevedo, em 03.04.03
Pergunta proibida da semana e, muito provavelmente, do ano: como vai a tese?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:14

...

por Carla Hilário Quevedo, em 03.04.03
E aos escudos humanos só tenho uma coisa a dizer: getalife!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:08

...

por Carla Hilário Quevedo, em 03.04.03
Peter Arnett: diferenças entre liberdade e lealdade



Ainda ontem na SIC Notícias à tarde, num programa democrático de nome Opinião Pública, assisti (durante cinco minutos) à defesa deste jornalista e da liberdade de imprensa pela Diana Adringa. Previsível. Ao que parece, o Daily Mirror contratou Peter Arnett, com certeza para cobrir histórias do género "Os Sósias De Saddam", "A CIA Sabe Que Saddam morreu Mas Não Conta A Ninguém", and so on, and so on... Ainda na SIC, há uns dias, ouvi o comentário que passo a transcrever do Rodrigo de Carvalho ao Luís Costa Ribas, a propósito de eventuais "pressões exteriores" no despedimento do jornalista do canal NBC: "Ó Luís, agora tens de ter cuidado com o que dizes." Resposta do Luís: "Pois, mas duvido que a SIC cedesse a tais pressões." O jogo de faz-de-conta teve graça: "Vá lá! E se nós fossemos a NBC e tu fosses o Peter Arnett..." O Luís Ribas há muito que está na América, mas que eu saiba não é americano e, como consequência, ninguém o convidou para dizer coisa nenhuma. Assim sendo, o Luís Ribas é capaz de ter razão: a SIC não cede a pressões. Porque não tem a mínima importância.



Pressionado ou não, o canal NBC fez o que devia: despedir um jornalista que quebrou uma regra sagrada, sobretudo em tempo de guerra. Peter Arnett deixou-se levar pelas vítimas iraquianas e não se coibiu de as louvar, afirmando mesmo que os americanos "tinham de rever os planos de ataque porque não tinham contado com a resistência iraquiana". Dizer publicamente ao inimigo "keep up the good work!" não me parece ser uma atitude de jornalista isento, de repórter de guerra, que tem o dever de informar do que se passa no campo de batalha e arredores. Mas, se calhar, enganei-me: o homem trabalhava para a Al-Jazeera? E o que é que a liberdade tem a ver com isto? Liberdade significa ser traidor e não sofrer as consequências? Será que os jornalistas estão isentos de defender princípios básicos?



Julgo que o despedimento é merecido, e penso que Arnett o devia esperar (senão não teria feito aquele pedido de desculpas tipo "aiaiaiai, que vou ser posto a andar").

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:05