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por Carla Hilário Quevedo, em 29.04.03
Memories



Ai Pedro, não me lembres dessa época gloriosa da Moderna; carros, jóias, casacos de peles a rodos. E pensar que tudo acabou. Saudades...

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publicado às 10:20

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por Carla Hilário Quevedo, em 29.04.03
Tenho andado preocupada com os anúncios a perfumes que se multiplicam nesta época que antecede o Verão. Qualquer pessoa minimamente saudável responderia a este comentário com um sólido getalife!, mas eu insisto. E sim, é verdade que tento não sair de casa.



Os anúncios a perfumes são do menos imaginativos que há, rivalizando com os anúncios a detergentes para a roupa e a pensos higiénicos. Há um anúncio a um detergente que é particularmente irritante e nos mostra a reunião de cerca de dez donas de casa e os seus testemunhos acerca da puta da brancura e mais não sei o quê após terem usado o dito produto, até essa altura desconhecido para todas (ye, right...). A cara de espanto das senhoras ao verem que afinal se trata do rasquíssimo Xau é de pôr os cabelos em pé e a estocada final está no gesto de ganância de uma dona de casa a arrastar a embalagem na sua direcção, num acto explícito de "eu quero um Xau só para mim". Esforcei-me por construir uma frase que contivesse as palavras "entusiasmo" e "detergente". Felizmente desisti a tempo.



Mas voltando ao que importa: os anúncios a perfumes. A Montblanc lançou recentemente um perfume com o péssimo nome Presence d' une femme. A Montblanc faz lindas e boas canetas, para que é que se mete a fazer o que não sabe? É caso para dizer "stick to what you know best". O anúncio é de fugir: plano do frasco seguido de plano do frasco um bocadinho maior e depois o nome do perfume. No anúncio ao novo perfume da Lacoste, vemos uma pseudo-ninfeta a dançar em cima de uma mesa posta e uma criança (que estraga a figura da ninfeta pura) à espreita. Se o efeito de usar o perfume é aquele, eu passo. O Giorgio Armani tem um perfume chamado Sensi e por isso, nada melhor do que pôr uma morena gira a roçar-se em cima de uma mesa a fingir luxúria. Not! E por fim, a Chanel. Quando a Chanel deixa de saber fazer anúncios, está tudo perdido no reino dos perfumes. No início, tudo corre muito bem: uma rapariga linda, bons olhos, Veneza, cor. Depois de planos rápidos da cara da menina e da de um suposto galã, a câmara subitamente afasta-se e percebemos que estão ambos numa gôndola veneziana e que ela está a beijar... o gondoleiro! O perfume chama-se Chance. Nem a Chanel sabe o que as mulheres querem.

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publicado às 00:37