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por Carla Hilário Quevedo, em 24.05.03
Já que estou numa noite de particular inspiração, aproveito para responder às questões enviadas pelo José Duque a respeito da teoria da hiper-heterossexualidade:



Ser hiper-heterossexual é ser garanhão?

Não.



Só gostar de mulheres bonitas é ser "sensível" e "pouco-homem"?

Depende da idade.



O Guterres e o Jorge Sampaio são hiper-heterossexuais (garanhões)?

Primeiro o Guterres. Em princípio, a primeira mulher do Guterres não era excepcionalmente feia e a actual está também dentro dos parâmetros de gosto. Concluindo, o Guterres, apesar de ter sido um péssimo primeiro-ministro, é um português normal, sem excessos, nem para um lado, nem para o outro. Com o Sampaio passa-se outra coisa. Quem conheça minimamente a vida afectiva do nosso Presidente sabe que sempre gostou de mulheres enormes e autoritárias, e tem todo o direito do mundo a esse gosto. A teoria do meu marido só se aplica numa progressão mais ou menos saudável, mais ou menos natural e mais ou menos urbana. É sabido que a virilidade rural está acima de qualquer buço, sobrancelha ou pilosidade.



A teoria também se aplica às mulheres?

Não, nada. As mulheres são mais inteligentes.



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publicado às 04:12

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.05.03
E mais, mais, mais: desde quando é que a blogosfera se converteu numa série de telejornais? E desde quando é uma repetição de uma repetição?

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publicado às 03:46

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.05.03
A Coluna Infame escreveu o seguinte post: "Como já se escreveu, deste caso sairá terrivelmente manchado o poder político ou a Justiça. Qualquer das hipóteses é terrível, e configura uma crise que pode ser a mais grave da III República."



Parece-me haver aqui um erro. Isto não é um jogo de futebol. Se a Justiça se enganou no fim de tudo, isso aconteceu porque existiram situações equívocas ou duvidosas. O poder político tem obrigação de não dar lugar a situações equívocas ou duvidosas. Não são cidadãos comuns. Nesse caso, a Justiça não se enganou; percebeu a situação duvidosa ou equívoca dos políticos envolvidos. Ou seja, o problema nunca é da Justiça, mas dos políticos que têm de estar acima de qualquer suspeita desde o momento em que assumem os altos desígnios que a sociedade pública lhes concede. E, por isso, insisto: o Presidente da República (como máxima magistura) não pode dizer que "não abandona os amigos". Não se trata de condenar antes do julgamento. Simplesmente, ninguém pode falar de solidariedade partidária ou institucional ou pessoal quando se trata de representantes do Povo.

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publicado às 03:40

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.05.03
E ainda mais uma coisa: então é mesmo verdade que os funcionários e responsáveis do Ministério dos Negócios Estrangeiros são paneleiros, estão impunes, acima da lei, são uma raça à parte do funcionalismo público? Cambada de queques decadentes, protegidos por políticos provincianos fascinados pelas boas maneiras e pelos apelidos. Conta lá a verdade, ó Abrupto.

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publicado às 03:15

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.05.03
E mais uma: percebo todas as perversões sexuais consentidas entre adultos; não compreendo - nem quero compreender porque compreender é uma maneira de perdoar - perversões sexuais com crianças.

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publicado às 02:30

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.05.03
Só mais uma coisa: quem foram os responsáveis do Ministério dos Negócios Estrangeiros que deixaram que o Jorge Ritto existisse e progredisse na carreira diplomática quando na Alemanha e na África do Sul e, sei lá onde mais, houve episódios ilegais protegidos pela imunidade diplomática?

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publicado às 02:28

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.05.03
Acordem, caramba!



1. Acredito nas Instituições (na Polícia Judiciária, na competência e responsabilidade dos juízes, na seriedade dos processos) e não percebo as teorias sobre cabalas ou conspirações.



2. Quanto ao comentário do Pedro Mexia, em resposta a um e-mail sobre o assunto, compreendo que seja o mais cuidadoso que se pode ter neste momento tão grave. Mas, sinceramente, esperava maior revolta.



3. Perturba-me que na blogosfera muitos blogues se tenham abstido de comentar a detenção de Paulo Pedroso ou as suspeitas sobre Ferro Rodrigues, e confunde-me o silêncio quase corporativista do Abrupto. Por muito respeito que tenha pelo Pacheco Pereira, julgo que não é suficiente entrar na blogosfera para dizer se temos de fazer isto ou pensar sobre aquilo. Já que está dentro de algo em que não estamos, que contribua para que possamos compreender o que se passa. Que diga aqui aquilo que não pode dizer ali.



4. Alguém me pode explicar como um ex-Ministro da Justiça põe em dúvida a seriedade de um Procurador da República, que ele próprio nomeou? E, já agora, que alguém me explique como o Presidente da República pode dizer (ouvido no Telejornal), referindo-se a Paulo Pedroso, que "embora acredite na Justiça, não abandona os amigos". Um Presidente da República não tem, não pode ter amigos. Tem um Povo a defender, em que ninguém pode ficar impune.



5. Quero ainda dizer que me estou nas tintas para a culpabilidade ou inocência do Carlos Cruz. É preciso não esquecer que se trata de um mero apresentador de televisão, com alguma capacidade financeira, mas com uma intervenção mínima na sociedade. Se o homem é um perverso associal, há formas de o punir. Não podemos comparar a situação do apresentador da Bota Botilde com a de médicos, advogados, embaixadores e agora políticos, que têm privilégios e deveres superiores ao ser comum. Tudo isto é profundamente terrível porque se trata de pessoas com responsabilidades e poder. Por amor de Deus, não sejamos indiferentes ante este escândalo.

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publicado às 02:22