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por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.03
Gosto tanto do Jornal 2. Ainda há pouco ouvi uma jornalista no Tribunal de Monsanto a dizer o seguinte: "Será por esta porta que entrará Paulo Portas..."

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publicado às 23:54

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.03
Os brasileiros Pró-Tensão e Milton Ribeiro e o argentino Libros No conferem ao bomba inteligente o reconhecimento internacional por que tanto ansiava. Daqui a um nadinha estou a cantar no Olympia de Paris, ó se estou!

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publicado às 23:29

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.03
Também quero dar para o peditório das releituras e dizer que releio diariamente o abrupto e o pipi, o gato fedorento e a coluna infame, o modus vivendi e o tradução simultânea e releio, releio, releio...

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publicado às 22:52

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.03
É A CULTURA, ESTÚPIDO!



E é o último debate antes do Verão. No dia 4 de Junho, o Jardim de Inverno do São Luiz recebe a última volta ao mundo pelos livros do mês desta temporada. Anabela Mota Ribeiro faz a moderação do debate que conta ainda com a presença de alguns dos mais representativos críticos literários da nova geração, como Pedro Mexia e José Mário Silva. A componente mais "polémica" está a cargo de dois representantes de tendências políticas opostas – o colunista de O Independente, João Pereira Coutinho, e Daniel de Oliveira, colunista de A Capital. Desta vez, o convidado especial é Pacheco Pereira que vai falar sobre a sua experiência como um dos mais destacados "bloguistas" da "blogosfera portuguesa". No final do encontro, Ricardo de Araújo Pereira fala das "misérias" da nossa vida literária num número de stand-up comedy. Marque esta data na margem do seu livro favorito – 4 de Junho, ao fim da tarde… É a Cultura, Estúpido!



(Hehe... antecipei-me a postar isto. Julgo que desta vez vou estar presente... ou talvez não.)

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publicado às 01:12

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.03
Há uns dias, no meio de um post sobre umbigos, lancei uma provocação que de provocatório e inovador tem pouquíssimo: "Homero não existiu." Sobre esta frasezita recebi duas mensagens que passo a transcrever. A primeira é da Ana Albergaria e a segunda, do Cruzes Canhoto. A resposta segue depois.



Querida Charlotte



Podia estar aqui com rodriguinhos, mas tu e eu temos mais que fazer e portanto vou já ao busílis: Homero não existiu? Por favor, não me digas isso outra vez que eu juro que me mudo já para Felgueiras e desato a esbofetear políticos! E olha que falo sério! Não existiu??? Snif... isso não se faz; despedaçar assim o imaginário de uma rapariga homérica como moi même. Agora aceita um grande beijinho desta tua amiga Ana.




Cara Charlotte



Ia escrever para dizer que, mesmo não me chamando menino Jesus, gosto das tuas explicações etimológicas. Mas aquela do Homero não existir fez-me pensar duas vezes. A teoria mais aceite sobre o Homero actualmente é de que teria existido, mas seria apenas compilador de várias tradições orais? Porque achas que não existiu?




A presunção da omnisciência dá-nos muito jeito para falarmos sobre os vultos da Antiguidade (e sobre autores modernos, for that matter). Permite-nos falar sobre eles como se tivessem existido e os tivessemos conhecido. Acerca da existência de Homero sempre tive grande desconfiança (como se isso fosse alguma coisa de extraordinário) e essa dúvida surgiu por causa do significado do nome do autor: 'Omiros significa "uma promessa de união".



Além disso, persistem dúvidas sobre os dialectos utilizados na narrativa (são quatro), discordâncias entre estratos linguísticos e arqueológicos e incertezas quanto à fixação da data de concepção dos Poemas. Quem tenha lido a Ilíada (bocejo profundo) ou a Odisseia, lembrar-se-á das repetições constantes do discurso e das qualificações também repetidas até à exaustão das personagens. Lembram-se do Ulisses, o dos mil artífcios? As repetições (que tornam o texto muito maçador, os classicistas que me perdoem) provam que os Poemas eram um conjunto de histórias da tradição oral e que a necessidade de classificação das personagens estava relacionada com o processo de memorização; assim toda a gente sabia quem era o Ulisses, por exemplo.



Homero não existiu porque quem conta um conto acrescenta um ponto e quem o anda a contar há quase três mil anos já se perdeu há muito. Agora, penso que é preferível dizer: Homero não interessa. Ou melhor, Homero não é para aqui chamado.

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publicado às 00:48