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por Carla Hilário Quevedo, em 09.07.03
O meu Avô era monárquico e chumbou no último ano do curso de Direito por causa de uma resposta considerada insolente:



Professor: Qual é o maior veneno que vossa excelência conhece?

O meu Avô: É o partido republicano de que vossa excelência faz parte.

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publicado às 15:44

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.07.03
Ainda por causa desta frase, recorro ao dicionário. Há qualquer coisa na palavra holocausto que me provoca desconfiança. No Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa leio o significado: "sacrifício ou ritual religioso, em especial entre os antigos hebreus, em que a vítima era totalmente imolada pelo fogo". Trata-se de um vocábulo de origem grega constuído por 'ollos (o apóstrofo - espírito - antes do "o" é transliterado para "h"), que significa todo, e o verbo kavteo, que significa queimar. Porque é que nos andam a impingir a palavra holocausto, quando o que se passou foi um genocídio: "crime contra a humanidade, que consiste no extermínio deliberado e sistemático de um grupo nacional, racial, étnico, religioso"?

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publicado às 15:40

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.07.03
Estou em estado de choque desde segunda-feira. Numa mistura de surpresa e tristeza tudo por causa de uma frase, para mim reveladora de um pensamento perigoso. A frase é a seguinte: "Acreditar que Jesus Cristo existiu pode ser a mesma coisa do que acreditar que o holocausto não existiu." Tive vontade de vomitar. Em vez disso, respondi com violência: "Pois, com a diferença de que à primeira chamamos fé e à segunda antisemitismo". E agora?

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publicado às 13:03