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por Carla Hilário Quevedo, em 14.07.03
Nada melhor do que um dia de grande tristeza para sacar da gaveta aqueles escritos amarelados pelo tempo. Não pude deixar de sorrir quando desenterrei este textito da minha adolescência em inglês.



The Cage



Once upon a time there was a cage. It was a magic cage, they said. It had such powers that it had been safely kept by the Queen. "This cage is mine", she cried. "It will give me back my youth and glamour." And all the villagers laughed for they did not believe in its powers. Until one day, the Queen decided to move into the cage and stay there for life. Again the villagers laughed, and the one who felt younger was the King.

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publicado às 23:24

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por Carla Hilário Quevedo, em 14.07.03
Nos momentos de grande tristeza sinto-me dormente. Como se estivesse entre cá e lá, seja lá o que isso quer dizer. Fico pequenina, toda encolhida à espera que passe. Na grande tristeza anula-se a hipótese de distância e por isso só se pode pensar nela num intervalo, depois de um enxugar de lágrimas. Na grande tristeza há interrupções: limpam-se lágrimas, assoam-se narizes. Nesses intervalos, procuro a distância que me pode safar. O tempo que demoro a encontrá-la é quanto dura o momento de grande tristeza. Aproveito os intervalos para percebê-la e para assim conseguir adiá-la.

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publicado às 12:05