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por Carla Hilário Quevedo, em 24.07.03
A minha pobre cabecita chocha tem estado para aqui a pensar numas coisas. Ontem zanguei-me com o Outro eu porque o autor revelou o conteúdo de um e-mail meu sem a permissão da praxe. Agora, mais distante da indignação leio os e-mails que me enviou ontem e o pedido de desculpas que me tentou fazer no blogue em vão. A distância é a melhor ajuda que se pode ter. Ontem não a tive em suficiente medida. Como disse ao Outro eu, não tenho por hábito responder a críticas porque, muito sinceramente, não me interessam e poluem esta minha coisa engraçada a que orgulhosamente chamo bomba inteligente (cada vez gosto mais do nome que escolhi para o blogue). Mas a falta de ética enerva-me muito. Fico assim toda tremeliques. Julgo que o autor por desconhecimento, ou seja lá o que for, não terá percebido algo que para mim (e não só) é lógico. O castigo quando é desmedido gera uma situação de injustiça, e não gosto nada disso. Aceite um beijo de sinceras desculpas.

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publicado às 23:44

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.07.03
Uma jornalista da TVI entrevista um vendedor de bolas de berlim: "As suas bolas o que têm de especial?" Hei-de lembrar-me desta porque é sempre uma pergunta que fica bem em qualquer jantar.

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publicado às 21:25

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.07.03
O Leandro pediu-me para analisar a palavra depressão e verificar o seu étimo. Alguns dos significados de deprimere (apresento aqui o infinitivo do verbo para se perceber melhor) são os seguintes: abaixar, meter na terra, abater. Isto porque o prefixo de-, além do significado de afastamento em palavras como delirium, tem outro significado (graças a Deus, porque senão nunca mais acreditariam em mim) que é... tcha nan... o de movimento de cima para baixo. Ora premere significa (como se está mesmo a ver) enterrar, carregar, imprimir. Enterrar para baixo parece uma redundância, mas vejo a palavra depressão mais como uma insistência; é o estar mais em baixo do que o baixo. Tanta ginástica e ninguém me convidou para participar na Gymnaestrada...

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publicado às 12:57

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.07.03
Mas não me entendam mal. "Eu gosto muito de leeer", como diz esse vulto torneado da cultura portuguesa, Catarina Furtado. Mas adoro a apanha da maçã. Tirem-me essa actividade e não sou a mesma pessoa.

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publicado às 00:50

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.07.03
Não li o artigo da Clara Ferreira Alves, mas li os posts trocados entre o De Direita e o hARDbLOG. Chegaram-me para perceber a questão: a leitura torna-nos pessoas melhores? Gostei muito da maneira directa como o Manuel desabafou (desabafar de outra maneira é no mínimo estranho) e se defendeu. Diz o Manuel: "A Clara Ferreira Alves lança imenso a ideia de que a salvação está na leitura dos Clássicos". Pois. Essa frase é um clássico. Mas quais são as garantias? Significará isso que se ler a Ilíada me tornarei uma guerreira com um superior sentido de honra? Ou que depois de ler o Ulysses passarei a ter um entendimento perfeito da língua inglesa? E ler a Madame Bovary tornar-me-á uma mulher consciente das consequências nefastas da vaidade feminina? Se ler os contos e as peças do Tchékov vou tornar-me para sempre bondosa?



O problema é que já li estas obras e nada disso aconteceu. Não houve mudanças em mim por as ter lido. Será incompetência minha? É muito provável. Não me prometam mudanças, porque senão vou passar a devolver os livros que compro.

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publicado às 00:37