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por Carla Hilário Quevedo, em 10.10.03
O Alexandre fala da Grécia, da Elláda. Fala mal da minha querida e caótica Atenas, terra onde aprendi o grego e o testei tantas vezes com os taxistas agressivos. Havia dias em que me tentavam aldrabar e nesses eu sabia que tinha dito qualquer coisa errada, construído mal uma frase; que tinha metido água e que trocara um masculino óbvio para eles por um feminino óbvio para mim. Noutros dias, perguntavam-me se vivia no estrangeiro há muito tempo. Respondia que há algum, mas o estrangeiro não era o mesmo. Nos dias perfeitos falavam-me como se fosse uma deles (mesmo one of them). Nos dias em que a gramática corria melhor.

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publicado às 02:10

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.10.03
Não é verdade que não podemos falar do que não conhecemos. Se não houvesse esta presunção de omnisciência não poderiamos nunca falar de nada. Não poderiamos falar da vida de Sócrates, por exemplo. Não poder falar do que não se conhece é mais um daqueles argumentos fracos que dão jeito, sobretudo em tempos estranhos como este, em que ninguém parece querer dizer o pouco que interessa.

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publicado às 01:55