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por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.03
Pssssiiiiuuuu…



Vou ali fazer do meu marido, o meu Marido, ou, vou tornar o nosso casamento fora-da-lei num casamento conservador, ou, vou fazer do Carlos um homem decente. Enfim, vou ali casar-me e já venho. Não esperem por mim acordados.

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publicado às 09:18

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.11.03
Contracharada: falta um dia.

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publicado às 09:36

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.11.03
Cenas da vida conjugal



- Então? A última prova como foi?

- Lindo...

- E explicaste-lhe que a cor é uma convenção e que rosa não significa rosa etc.?

- Sim, falei-lhe de Wittgenstein.

- E ele?

- Contou-me tudo sobre as tuas ex-namoradas.

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publicado às 11:19

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.11.03
Queridos leitores



Sei que não tenho escrito muito. Recebi algumas mensagens de preocupação por me acharem demasiado séria e triste. A verdade é que estou muito angustiada. Mas a seriedade que a ocasião impoe nada tem que ver com tristeza, mas com uma nervoseira que não vos digo nada. Rebento de alegria. Daqui a uns dias explico melhor. Obrigada por continuarem a ler o que aqui vou escrevendo.



Beijinhos grandes,

Carla

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publicado às 10:54

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.11.03
Pom pom pompom, pom pom pompom, pom pom pompoooom...

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publicado às 20:17

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.11.03
Muito interessante o texto do Aviz sobre a blogosfera. As palavras do Francisco José Viegas são sempre doces. Escrevi em tempos um texto sobre a blogosfera e não publiquei por achar, afinal, demasiado violento e despropositado. É que temos de saber viver com a liberdade. Por vezes, é preciso ser violento. Mas por hábito, há que ser doce.

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publicado às 10:21

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por Carla Hilário Quevedo, em 23.11.03
Gostei muito da entrevista na SIC Notícias ao escritor António Lobo Antunes. (Descansem os que não viram porque repetem com certeza.) A propósito das palavras de Lobo Antunes, lembrei-me da palavra texné, que significa arte em grego (técnica), e de poiesis, que significa poesia (do verbo poiéo, que significa fazer). Gostei da entrevista porque me disse coisas bonitas. O costume quando se gosta de alguma coisa.

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publicado às 23:33

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por Carla Hilário Quevedo, em 23.11.03
O texto sobre a utilidade da leitura, escrito pelo Pedro Lomba, pede, como todos os textos com interesse, que seja tratado como um cadáver pronto a ser autopsiado. O que é a interpretação senão uma autópsia? "Hm... morreu de excesso de adjectivos", é uma frase improvável mas até possível na actividade crítica.



Passemos ao corpo. O Pedro indigna-se com a quantidade de escritores que agora desataram a publicar feitos loucos. Ora se publicam é porque há interesse por parte das editoras em publicá-los e é porque o mercado aguenta com essa quantidade toda e mais que venha. Pois eu, ao contrário do Pedro, dou as boas-vindas a todos os novos autores. Só pela diversidade podemos reconhecer a qualidade literária (que é, de facto, pouca). Escrever dá muito trabalho e o resultado é muitas vezes uma merda. Dar 15 euros por um livro que demorou não sei quanto tempo a escrever é equivalente a nada (concordo com o Miguel Esteves Cardoso quando disse isto numa entrevista ao JPC). Compramos barato um dos trabalhos mais sofridos e custosos de sempre. Mesmo quando o livro é uma porcaria (ou seja, mesmo quando o livro não nos diz nada), é barato.



O texto do Pedro tem quatro golpes: "Quererão os novos autores ser «pessoas especiais» ou «pessoas boas» como são pretensamente os escritores? Quererão exibir inteligência e finura de espírito? Ascender socialmente? Ganhar dinheiro?" São quatro perguntas às quais cada um responderá de maneira diferente. À partida depende do escritor.



Insisto e tento. Julgo que podemos desde já excluir a quarta pergunta. Na minha vida tenho uma máxima que é esta: value for money. E não sou escritora. A maioria dos escritores não percebe o mercado (como percebem, por exemplo, a Margarida Rebelo Pinto ou a J. K. Rowling) e assim nunca ganha o correspondente ao trabalho que teve e à felicidade que deu aos seus leitores.



Quanto à ascensão social parece-me haver uma confusão no texto do Pedro.



A exibição de inteligência é legítima. Qualquer pessoa pode exibir o que quiser (err... bem, nem tudo, senão vai preso). E nós somos livres de escolher aqueles que, para nós, têm mais qualidade. Claro que há pessoas que decidem o que é bom, o que é a boa arte, a boa literatura etc. E nós lá andamos. Seguimos ou não essas decisões.



Quanto à primeira pergunta, não sei. Sinceramente, não sei o que querem os escritores. E, muito provavelmente, nem eles sabem. Mesmo que o digam.

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publicado às 21:52

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