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por Carla Hilário Quevedo, em 09.11.03
O Torneiras de Freud é um muito bom blogue (é favor dizer muito bom blogue três vezes seguidas e depressa e ver o que acontece). Bem-vindas à blogosfera!

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publicado às 21:48

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.11.03
Nunca a crítica foi tão doce, divertida e carinhosa como no texto do maradona sobre o João Pereira Coutinho. Vão lê-la!

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publicado às 15:35

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.11.03
O Pedro Mexia perguntou-me no dia do lançamento do livro do Pipi quem tinha tido a ideia dos crachás que tinham escrito "eu é que sou o Pipi" e que eram distribuídos a todas as pessoas que entravam no Maxime. Respondi-lhe que não me lembrava. Ontem, ao ver pela primeira vez na vida o filme A Vida de Brian, lembrei-me de quem foi a ideia: dos Monty Python! "I'm Brian! No, I'm Brian! No, I'm Brian and this is my wife who is also Brian." Preparo-me para ver hoje o filme pela segunda vez.

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publicado às 15:18

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.11.03
Desmentidos



Gosto muito de desmentidos. É por isso que respondo sempre que há uma suspeita de que me faço passar por outra pessoa. É uma questão de vaidade feminina pura e simples esta de querer esclarecer que não sou este ou aquela porque entretanto chamo a atenção para a acusação. Há uns tempos recebi e-mails a dizer que eu era o Pipi. Senti-me tão lisonjeada que me apressei a desmentir tudo também por e-mail. Mas que maravilha, que honra, ser confundida com o Pipi. Mas não.



Correm também há algum tempo rumores de que sou a Amélia. Meus queridos, muito obrigada pelo elogio. Gosto tanto da Amélia. Seja quem for a autora (ou o autor) de tão brilhante personagem, é um privilégio ser confundida com ela. O humor da Amélia é doce e faz bem. Uma delícia. Falaria eu assim de mim própria? Haja pudor!



Também um tal de Cafajeste, a quem dou desde já uma beijoca de boas-vindas à blogosfera, me confunde com a Papoila, de quem sou amiga. Calma, Cafas! Então e as perguntas que a Papoila me faz e que eu respondo e não respondo e os comentários que faço no blogue dela? Pufavô... É que não tenho jeitinho nenhum para a ficção. Tenho horror à construção de personagens e não sou escritora. Gosto de escrever. É diferente.

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publicado às 11:04

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.11.03
Ando preocupada. Estarei a tornar-me conservadora? Pois para responder a esta pergunta (conto com a ajuda do João, do Carlos e do Nuno) preciso de falar um bocadinho (muito pouco) sobre a minha atitude na vida. Dou um exemplo. Há uns meses, mesmo por baixo do prédio onde moro, abriu um bar de strip. No início, não vi o caso com bons olhos. Pensei que o sítio atrairia uma chungalhada que não interessava ao bairro, que ia haver barulho, além de a fachada branca e horrível do bar destoar completamente dos edifícios que o rodeavam. Digamos que a minha recepção ao bar foi equivalente a um franzir de sobrancelha.



O tempo passou. As famílias do prédio em que moro uniram-se na luta contra a imoralidade que ali se passava e inventaram uma petição ou qualquer coisa do género para expulsar as russas e as ucranianas dali. Novo franzir de sobrancelha. "Eu não assino", respondi. "Agora habituei-me ao bar e até acho que o porteiro é bom para o bairro. E as raparigas são só preguiçosas que não fazem mal a ninguém." Houve mais quem respondesse da mesma maneira e a intenção dos reaccionários (a palavra está mal utilizada?) não foi cumprida.



Não será esta uma atitude conservadora? Primeiro desconfia-se da mudança. Depois aceita-se a realidade e, sobretudo, nada se faz para a alterar. Ora se é assim, então o conservadorismo como opção política parece-me ineficaz porque este adiamento constante de decisões não é compatível com a necessidade de soluções diárias que os problemas de qualquer país precisam. Mas no dia-a-dia parece-me uma atitude sábia; aquela que nos dá mais tranquilidade.



A verdade é que nunca fui grande provocadora de mudanças, mas gosto de ter capacidade de decisão na minha vida diária. Mas decido quando os problemas aparecem. Não penso na decisão antes de haver o problema. A minha atitude perante as coisas novas é 1) "olha, temos ali um bairro de ciganos"; 2) "não parece ser muito bom porque são diferentes de nós"; 3) "deixa ver no que dá"; 4) "olha ainda lá estão e está tudo bem"; 5) "são diferentes de nós e aceito que assim seja".



Entretanto resolvi fazer o Political Compass outra vez. Quando fiz o teste há uns meses, tinha ficado no meio do quadrado dos libertários de direita (não fixei as coordenadas). Agora desloquei-me um nadinha para cima na escala social (libertária / autoritária) - economic left/right: 4.62; libertarian/authoritarian: -0.56. O João Miranda, o que achará disto?

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publicado às 10:00