por Carla Hilário Quevedo, em 28.12.03
Uma vez que o acontecimento que de facto marcou o ano de 2003 (aqui para nós) foi o aparecimento dos blogues, gostaria de falar um bocadinho sobre os que foram (e são), para mim, os melhores blogues do ano. Para isso - e embora bastasse dizer que se trata de uma selecção feita segundo o meu gosto - gostaria de referir alguns critérios (também pessoais) em que me baseei para fazer essa escolha:
- originalidade;
- assiduidade (actualização quase diária);
- interactividade (sistema de comentários ou resposta a
e-mails ou linques para outros blogues);
- lista de linques;
- boa escrita do português;
- simpatia.
É por isso que, para mim (e peço que não me levem a mal todos os outros autores de blogues que conheço e que não conheço e que estimo), o melhor blogue é o
Homem a Dias.
Segue uma curtíssima lista dos meus blogues preferidos deste ano. Não estão por nenhuma ordem.
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Contra a Corrente-
A Tasca da Cultura -
Liberdade de Expressão-
Procuro Marido-
A Causa Foi Modificada-
A Praia-
Voz do Deserto-
Modus Vivendi-
Aviz-
Miniscente-
Dicionário do Diabo-
Flor de Obsessão-
Gato Fedorento-
Ponto e Vírgula-
Cruzes CanhotoO
Abrupto parece-me ser um caso à parte. Se esquecermos um começo um tanto ou quanto mestre-escola quando propunha temas do género "objecto em extinção", a coerência política e solidez ideológica do seu autor fizeram do Abrupto um blogue de visita inevitável e, diria mesmo, natural.
Na lista também não incluo os blogues para mim mais influentes. São eles
A Coluna Infame e
O Meu Pipi. Isto porque o primeiro é o blogue mais importante da blogosfera e o segundo é um livro e sempre o foi mesmo antes de o sabermos.
Agora sim. Que essas garrafas de champanhe sejam bebidas como se não houvesse amanhã. A todos um excelente ano de 2004!
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por Carla Hilário Quevedo, em 25.12.03
Ao simpaticíssimo leitor do bomba que me deixou uma tiara da Cartier no porteiro, agradeço o presente generoso e peço desculpas mas não posso aceitar. Mas aceito o quarto volume do Em Busca do Tempo Perdido, intitulado Sodoma e Gomorra, que por acaso está mesmo esgotado. Obrigada e até para o ano!
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por Carla Hilário Quevedo, em 22.12.03
A toda a blogosfera, desejo um feliz Natal e um óptimo 2004. E
muitos presentes no sapatinho!
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por Carla Hilário Quevedo, em 21.12.03
Contradição do dia: se o Jorge Ritto está em prisão preventiva e inocente até prova em contrário porque é que o argumento do juiz Rui Teixeira para a continuação da prisão preventiva é o de receio de continuação de práticas criminosas?
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por Carla Hilário Quevedo, em 18.12.03
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por Carla Hilário Quevedo, em 17.12.03
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por Carla Hilário Quevedo, em 17.12.03
Cenas da vida conjugal
- (em pânico) Temos de comprar o Sodoma e Gomorra antes que esgote!
- Sim, querido.
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por Carla Hilário Quevedo, em 17.12.03
Basta a menina dizer "ai que 'pais Natal' não me soa nada bem" que aparece logo uma catadupa de mensagens com explicações. Obrigada a todos. Cá vai a explicação da cacilda que acaba com todas as dúvidas possíveis e imaginárias.
"Tens toda a razão. Não se percebe o plural "pais natal" porque esse não é o plural correcto. A morfologia e a sintaxe explicam tudo, tudinho! Ora, Pai Natal só há um, como toda a gente sabe, mas pais natais há muitos, e nisto todos concordam. Estamos, pois, perante uma substantivo comum quando falamos do pai natal do Colombo e perante um nome próprio, quando falamos do The One and Only, e, neste caso, nada de pluralizá-lo. No que respeita ao substantivo comum "pai natal", trata-se de uma palavras estruturalmente (ou morfologicamente, como preferires) composta morfo-sintáctica. É composto porque, vê bem, só consegues designar "pai natal" utilizando as duas palavras "pai" e "natal" (se o chamares só de pai, ele não percebe, tal como se o chamares só de natal). Existem, pois, compostos morfo-sintácticos com variadíssimas estruturas (nome + adjectivo (ex: director-geral), nome + complemento preposicional (ex.: chefe de estado) etc.). Este de que falamos tem uma estrutura do tipo nome comum + nome comum... BINGO! Como bons substantivos comuns que são os dois constituintes que formam a palavra-mãe, se falamos de vários, temos de pluralizá-los! Tens alguns exemplos do mesmo género que estão atestados no dicionário ("pai-avô = pais-avôs", "tia-avó = tias-avós" etc.) Pronto, "pais natais"."
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