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por Carla Hilário Quevedo, em 07.12.03
Não me interessam as hostes das odes

Nem o encanto das fantasias elegíacas.

Quanto a mim, nos versos tudo deve ser a despropósito,

Não ao modo das outras pessoas.



Se soubéssemos de que porcarias

Crescem os versos sem terem vergonha,

Qual pampilho amarelo nas cercas,

Qual bardana ou celga-brava.



Grito irritado, cheiro do pez fresco,

Misterioso bolor na parede...

E já soa o verso, fogoso, terno,

Para vossa alegria, e minha.



Poemas, Anna Akhmatova, tradução de Joaquim Manuel Magalhães e Vadim Dmitriev, Relógio D'Água.

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publicado às 21:49