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por Carla Hilário Quevedo, em 10.12.03
O Ferrari dos collants, o caviar das meias, ladies and gentlemen, I give you, Wolford!

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publicado às 23:17

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.12.03
O Luís Carmelo, autor de um dos meus blogues favoritos, o Miniscente, na sequência de uma reflexão sobre a blogosfera, pergunta: "(...) uma escrita livre e pessoal, fragmentária e aberta, fortemente intertextual e contaminada, dissociada de um suporte que a tornasse num organismo centrado, tendencialmente estático e alérgica ao interactivo não é, em si, um desafio à própria ordem dominante do quotidiano?"



Essa foi no início a minha ideia, mas agora, passados nove meses de escrita intensiva, já não sei se haverá uma distância assim tão grande, pelo menos no meu caso. E explico porquê. O meu quotidiano não é muito diferente do que aqui escrevo. Esta minha escrita é muito pessoal, livre e interactiva, precisamente como sou no meu dia-a-dia. A questão do anonimato nem sequer faz sentido porque Charlotte agora já é mais um petit nomdo que outra coisa.



A blogosfera pode ser mais bem aproveitada por pessoas que não estão interessadas em revelarem nada delas próprias, mesmo quando assinam com o nome completo, ou por escritores que pretendem experimentar novas coreografias. Para os que gostam da teoria e a querem ver aplicada ou exposta no dia-a-dia e se envolvem em tudo o que escrevem, é provável que o cansaço seja maior ou que seja mais depressa atingido.



A "ordem dominante do quotidiano" de que o Luís fala não é a mesma para todos. A minha ordem ou desordem dominante do meu quotidiano foi o que me permitiu fazer o bomba, que não é nem mais nem menos aquilo (às vezes sim, pronto) que vivo e que sou, com a liberdade incluída, claro. A escrita fragmentária e livre, como diz o Luís, no meu caso é como o meu quotidiano fragmentário e livre.



Mas isto em relação ao bomba. No que diz respeito à blogosfera, as coisas passam-se de maneira diferente. Sempre que percebo que há uma atitude demasiado semelhante a um quotidiano do qual fujo, canso-me. E é nesse sentido que me refiro às estranhas parecenças entre a blogosfera e a vida real; ou melhor, o pior da vida. Ora se fujo a sete pés da mediocridade, por que razão hei-de assistir ao seu aparecimento e à sua exibição na blogosfera? Mas estas pequenas coisas (porque são mesmo pequenas) não têm importância e significam pouco neste "espaço". Tal como o cansaço, que tem apenas de ser encarado como um intervalo, um retomar de fôlego, uma pausa para comer um chocolate. Depois passa e volto a escrever, retomo o meu quotidiano.

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publicado às 22:43

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.12.03
Cenas da vida conjugal



- O que estás a fazer?

- Estou a ler o teu texto.

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publicado às 22:03

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.12.03
O meu querido amigo Miguel enviou-me este útil dispositivo para blogueadores compulsivos (passo a redundância). Use it!

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publicado às 11:24