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por Carla Hilário Quevedo, em 23.01.04
De lágrima ao canto do olho



"Parece que o governo chinês realmente desclassificou a blogosfera e já não a considera uma ameaça eminente para a grande nação chinesa", escreve-me a inteligentíssima correspondente do bomba. Minha querida, agora que me estás a ler e aqui à frente de toda a blogosfera, peço-te: volta.



(silêncio dramático)



Pronto, já percebi. Então faz um blogue e envia a morada. (Morro de saudades... pronto, já paro com isto. Pronto. Ai. A sério que paro! Não estou a fazer nada, pá! Mas podias voltar... pois podias... pronto, está bem. Eu sei que não sou a tua mãe, mas... eu gostaaava... vá lá... volta só um bocadinho. Pliss. Voltas um bocadinho e depois vais à tua vida. A sério. Juro que nunca mais te peço nada. Juro. Olha, não tenho os dedos cruzados. E a língua de fora! Oooolta. Pronto. Plis.)

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publicado às 00:59

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por Carla Hilário Quevedo, em 23.01.04
O submundo do submundo da blogosfera



Depois deste excesso literário dos últimos dias, passei o dia nas massagens. Levo a lei da compensação muito a sério. Não se brinca com a lei da compensação, ah pois não. Sempre que um prato da balanço fica mais em baixo trato logo de o restituir à sua posição habitual. Sim, à posição de equilíbrio.



Quando chego a casa e ligo o computador, vejo que a minha caixa de correio está a arder! Uma fogueira mais alta do que a dos livros não desejados pelo Abrupto! Há sangue mas nem se vê; gritos de horror e manifestações de dor (isto agora correu bem). Na minha caixa de correio, há claques que clamam por uma e por outra tradução. "Que horror! O Kavafis deve estar a dar voltas na tumba!" grita uma, "porra, porra e mais porra!" grita a outra, "as traduções inglesas é que são boas!" berra uma terceira e "Porto! Porto! Porto!" insiste outra. No meio da confusão, um aproveitador da minha ausência deitou um cigarro ansiosamente fumado para o chão e puf. Recolho as cinzas.



Agora a sério. Obrigada pelas mensagens que me enviaram nestes últimos dias. Inflamadas, inteligentes, divertidas. Ah, e também há um poema de Kavafis que traduzem sempre mal...

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publicado às 00:00