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por Carla Hilário Quevedo, em 14.02.04
Sou rapariga curiosa para conhecer quem aqui escreve. Não todos, claro. A curiosidade tem os seus limites e eu também. Gosto de ver as caras e de trocar umas palavras ao vivo com quem me linca, me envia e-mails com regularidade, com pessoas que aqui escrevem e que assim dão a conhecer um bocadinho do que são. E isso não se vê apenas pelas palavras que escolhem e como as utilizam, mas sobretudo em que momento o fazem e em que tom. Depois temos a interpretação a estragar tudo. Uns acham uma frase insultuosa, outros acham graça; uns pensam que um determinado tom é azedo, outros chamam-lhe ironia; uns não sabem o que fazer da capacidade de análise e de sintese do Liberdade de Expressão, outros (como eu) já não sabem como viver sem esse talento. E isto tudo é giro que se farta. Tudo muito narcísico como convém a quem é muito vaidoso, porque afinal de contas, estamos sempre a falar de nós, mesmo quando falamos dos outros.



A apresentação do livro do Pipi no Porto foi uma ocasião excelente para conhecer alguns blogueadores, cuja escrita sigo e admiro há bastante tempo e para passar mais algum tempo com outros que, entretanto, já fazem parte da minha vida. Pedi que se apresentassem, mesmo que fossem tímidos, porque me parece um desperdício nestas ocasiões não se darem a conhecer. E acederam. Só o Rui do Cataláxia escapou antes de tempo, o maroto. Mas se foi o senhor que me tratou por bomba quando passei, então já sei quem é. Conheci o Cidadão Livre e do Mata-Mouros vieram o LR e o CL, que me perguntaram pelo Pipi, o que é sempre uma primeira abordagem interessante. Tenho pena que o CAA não tenha podido vir. Fazemos outra apresentação no Porto e resolvemos isso. O bicho mau é tudo menos bicho e ainda menos mau (desculpa desmascarar-te desta maneira, mas não resisto). Com que então, “magníficas curvas”? Quel malandre (francês).



O João Miranda foi a primeira pessoa a enviar-me um e-mail de felicitações pelo bomba. O blogue do João Miranda é um dos melhores da blogosfera. A humildade e a descrição impressionam-me sempre porque são duas características que eu gostaria de ter e não tenho. Às vezes, acordo humilde mas nem assim discreta. Gostei muito, muito de conhecer o João Miranda. O mesmo se passou com o Jorge, do Cruzes Canhoto. O Jorge foi o primeiro que se meteu comigo no blogue. Enfim, não há amores como os primeiros.



O Alberto Gonçalves, o melhor homem a dias de Portugal, e o João Pereira Coutinho, o autor do intermezzo mais longo desde o do Pipi, fizeram o favor de me acompanhar na apresentação do livro, algo que a tornou verdadeiramente interessante. Obrigada a ambos. (Sou mais contida em relação ao Alberto e ao João porque gosto tanto deles que corro o risco de fazer comentários superpiegas e lamechas e de tornar este post uma minitelenovela insuportável. Sim, que já é um bocadinho, mas paciência.)



O Senhor Carne e a Papoila já fazem parte da minha vida. Conhecemo-nos nos tempos gloriosos do Pastilhas e somos amigos. Aproveitei para devolver à Papoila umas luvas que ela tinha esquecido em minha casa. Enfim, a lusoblogosfera é afinal um bairro, em que a possibilidade de as pessoas se conhecerem está a pouquíssima distância. Pode parecer sinistro para os mais sinistros. Para mim, é divertido.

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publicado às 19:26