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por Carla Hilário Quevedo, em 18.02.04
Mudar de ideias



O melhor do mundo não são as crianças - é mudar de ideias. Só muda de ideias quem pode e quem tem pouco a perder (o que é o melhor da vida, essa sensação de não ter nada a perder). Só muda de ideias quem é livre. As pessoas coerentes e muito certas inspiram-nos confiança. Não são pessoas que mudem de ideias e que podem ser surpreendentes. Habitualmente, prefiro quem não me supreende. Não é que lide mal com o imprevisto (até porque também o imprevisivel faz parte da vida), mas prefiro a certeza de que o tempo passa como as folhas da árvore de Mimnermo; as folhas que caem sem sobressaltos. Mas até as pessoas coerentes e muito certas mudam de ideias. Talvez mudem precisamente por serem tão certas.



O Pedro Lomba mudou de ideias e onde é que ele pode fazer isso à vontade? Neste lugar estranho e livre: a blogosfera. Apesar dos muitos dilemas, aqui temos a liberdade total de fazermos o que nos dá na real veneta. Se o Pedro quiser apagar o blogue, que o faça. O blogue é dele; não é da blogosfera. Tenho pena, mas aceito. Se o Pedro quiser lá deixar uma fotografia do Nélson Rodrigues, também pode fazê-lo. Se preferir uma fotografia da Sharon Stone, idem. O Pedro mudou de ideias e pode mudar outra vez. Vamos deixá-lo gozar este momento.

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publicado às 22:18

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.02.04
Estava para aqui a pensar... e se eu ameaçasse o Pedro Lomba com a leitura em voz alta da obra de Píndaro, numa tradução inglesa muito jeitosa (shoot me!) da Loeb Classics? Será que assim o nosso obsessivo ficava?

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publicado às 01:48