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por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.04
Cambalache, de Enrique Santos Discépolo

(cliquem na grafonola para poderem ouvir)



Que el mundo fue y será una porquería

ya lo sé...

(¡En el quinientos seis

y en el dos mil también!).

Que siempre ha habido chorros,

maquiavelos y estafaos,

contentos y amargaos,

valores y dublé...

Pero que el siglo veinte

es un despliegue

de maldá insolente,

ya no hay quien lo niegue.

Vivimos revolcaos

en un merengue

y en un mismo lodo

todos manoseaos...



¡Hoy resulta que es lo mismo

ser derecho que traidor!...

¡Ignorante, sabio o chorro,

generoso o estafador!

¡Todo es igual!

¡Nada es mejor!

¡Lo mismo un burro

que un gran profesor!

No hay aplazaos

ni escalafón,

los inmorales

nos han igualao.

Si uno vive en la impostura

y otro roba en su ambición,

¡da lo mismo que sea cura,

colchonero, rey de bastos,

caradura o polizón!...



¡Qué falta de respeto, qué atropello

a la razón!

¡Cualquiera es un señor!

¡Cualquiera es un ladrón!

Mezclao con Stavisky va Don Bosco

y "La Mignón",

Don Chicho y Napoleón,

Carnera y San Martín...

Igual que en la vidriera irrespetuosa

de los cambalaches

se ha mezclao la vida,

y herida por un sable sin remaches

ves llorar la Biblia

contra un calefón...



¡Siglo veinte, cambalache

problemático y febril!...

El que no llora no mama

y el que no afana es un gil!

¡Dale nomás!

¡Dale que va!

¡Que allá en el horno

nos vamo a encontrar!

¡No pienses más,

sentate a un lao,

que a nadie importa

si naciste honrao!

Es lo mismo el que labura

noche y día como un buey,

que el que vive de los otros,

que el que mata, que el que cura

o está fuera de la ley...

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publicado às 23:49

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por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.04
Há muito tempo que não me diziam uma frase tão boa: "Carla, não és a Madre Teresa nem o Coimbra de Matos."

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publicado às 23:39

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por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.04
Sobre a pena de morte (5)



O João Leitão enviou-me a seguinte mensagem a propósito da pena de morte: "Os nossos conflitos morais podem sempre existir, por isso é que somos seres individuais e como tal os nossos conceitos evoluem ao sabor da nossa experiência de vida e do impoderável do momento. Mas quem tem que decidir, por isso tem as leis, são os órgãos de superestrutura do Estado. E esse não pode viver de entusiasmos ou estados de alma do momento. É isso que faz a força do respeito pela liberdade e justiça em que se deve inserir a democracia."



Também sobre este tema, o Controversa Maresia publica um texto cuja leitura recomendo.

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publicado às 22:04

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por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.04
O Voz do Deserto faz hoje um ano. Parabéns, Tiago!

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publicado às 16:34

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por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.04
Sobre a pena de morte (4)



Não tenho grandes certezas em relação a este tema da pena de morte e penso que isso está bastante claro nos posts que escrevi. Não pretendo convencer ninguém, o que não implica que possa ser facilmente convencida.



Quanto à discussão há contributos por toda a blogosfera: a Catarina não sabe o que faria se fosse com o filho dela (ou melhor, sabe). Pois... mais um problema moral. Temos sempre a tendência para achar que os filhos dos outros não são um problema nosso. Mas a verdade é que somos todos filhos de alguém. O Nuno acha que a vida numa cela pequena e escura é um castigo pior do que a morte. Se é assim, porque é que isso não me consola? O Afonso defende a reabilitação mesmo destas pessoas, o que me faz pensar que temos um problema em admitir a impossibilidade de recuperação (este é um dos temas que mais me interessa, mesmo não aplicado a este assunto). A Paula defende a tortura perpétua (hm... tornar Dutroux numa espécie de Sísifo não era má ideia, por acaso). O Gonçalo não acredita que a pena de morte seja solução (e o consolo, senhores?). Parece-me que a minha posição no que diz respeito à responsabilidade do Estado não está muito longe da do Miguel. Finalmente, o Senhor Carne propõe uma reza que vou imprimir e pôr ali na mesinha da sala, bem a jeito, para sempre que veja a cara medonha daquele filhoda... ai, ai... como era a reza?

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publicado às 16:08