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por Carla Hilário Quevedo, em 14.03.04
Perdoar é esquecer e não perdoar pode também sê-lo



Ouço muito boa gente dizer que perdoa mas não esquece. Ora se perdoa, mas não esquece, não perdoa, o que é compreensível porque perdoar é difícil e aprende-se (ou não) à medida que os anos vão passando. Por princípio, não perdoo e arrumo essas espinhas da vida numa gavetita que tenho especial para esses casos extremos e continuo a minha vida. O mais estranho é que não perdoo e, de certa forma, esqueço. Deduzo que seja uma maneira de sobreviver tão legítima como qualquer outra. Habituei-me até a considerar saudável esta minha atitude. Estou a falar de casos raros, embora decisivos, na minha vida. Por vezes, é impossível perdoar uma traição. Mas depois da cisão, esquecer é imprescindível para a minha saúde mental. Não perdoar é uma maneira de resolver o problema que se sabe não ter solução. Depois de não perdoar, é fundamental esquecer para consolidar essa decisão e para voltar ao meu caminho. Não é fácil, mas é possível.

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publicado às 20:53

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por Carla Hilário Quevedo, em 14.03.04
Etimologia hebdomadária



A palavra para hoje é cosmética. Cosmética vem de kósmos, cujo significado em grego antigo pode ser ordem, para Heródoto, por exemplo, bom comportamento ou decência, para Ésquilo, ou ainda ornamento, para Hesíodo. A ordem associada à beleza parece-me um conceito muito grego, basta pensarmos na palavra beleza, omorfiá, que significa "o que tem a mesma forma", dando assim uma ideia de harmonia e simetria evidentes nas esculturas gregas. E uma menina bem comportada também pode ser uma menina bem maquilhada. Ou não.

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publicado às 20:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 14.03.04
Verdades absolutas: quem nasce Ismena não chega a Antígona.

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publicado às 20:20

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por Carla Hilário Quevedo, em 14.03.04
A piada do dia chegou cedo e foi contada pelo Nuno Rogeiro na SIC Notícias.



Jornalista: Acha que pode haver uma reacção anti-islâmica em Espanha na sequência dos atentados?

Nuno Rogeiro: Não se pode dizer que todos os grupos terroristas sejam islâmicos. Há grupos que adoptam como desculpa o islamismo para cometerem actos terroristas. O correcto seria chamar-lhes Grupos Alegadamente Islâmicos, mas isso não funcionaria porque a sigla seria G.A.I.



O jornalista continuou imperturbável, Nuno Rogeiro fez um sorriso de troça e cá em casa até o gato Varandas riu à gargalhada.

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publicado às 12:47