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por Carla Hilário Quevedo, em 18.04.04
Selective assassination? Right...*



O novo líder do Hamas, que mal teve tempo para aquecer a cadeirinha de rodas sobresselente do Yassin, terá sido o autor daquela tentativa insólita do homem-bomba com os saquinhos contaminados de sangue com HIV? Entretanto, o teórico da Al-Qaeda, Omar Bakri Mohammed, deu uma entrevista ao Público. Destaco uma parte muito pequena da entrevista, que de maneira nenhum dispensa a leitura do resto: "P. O Bin Laden vai suicidar-se? R. Acho que deve. São um grupo que se juntou para lutar e morrer. Têm de ser coerentes." Quero desde já dizer que sou a favor da morte do Bin Laden e dos seus acólitos. Por suicídio em casa na companhia de familiares e amigos seria simpático.



* inspirado no filme Life of Brian, Monty Python.

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publicado às 22:50

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.04.04
O Professor Marcelo Rebelo de Sousa disse "bambochata". Bendito menino...

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publicado às 22:22

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.04.04
Apio verde!



Apio verde tu yu, apio verde to yu, apio verde, Crónicas Matinais e Papoila, apio verde to yu.

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publicado às 19:53

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.04.04
Se sei que a cobra está a dormir no cesto, vou lá com a mão fazer-lhe festinhas?



O texto Malquerença escrito pela Inês merece alguns comentários. A preocupação em esclarecer pontos de vista quando ainda nem deu para aquecer ou para expor convenientemente esses ditos pontos de vista parece-me despropositada. Além de que pregar sem praticar me pareça sempre fácil e, muito por isso mesmo, fraco. Ninguém de facto aqui odeia ninguém. Nem os palermas que enviam hate mail. Custa-me mesmo muito a crer. Odiar é uma palavra muito forte e, a meu ver, não pode ser aplicada a desconhecidos, neste contexto estranho em que aqui vivemos. Para se ser saco de boxe é preciso ter uma determinada existência, apesar de tudo. A Inês existe há alguns anos, com certeza. Mas chegou agora à blogosfera (e continuo a achar que muito bem). Diga-nos o que pensa dos assassínios selectivos. Talvez assim possa servir de saco de pancada. A citar Pavese não vai lá.



Leva-me, então, a falar do seu texto inicial sobre o bomba inteligente (que sou eu). Que tenha todos os sentimentos que quiser acerca do que escrevo. Isso não importa. E digo-o mesmo a sério (como aliás o fiz). Já o facto de o escrever no seu blogue, ainda por cima num tom tão desadequado, inclui a Inês nesse grupo de malta que muito bem classifica como gente que precisa de psiquiatra (aliás, já escrevi sobre isso mesmo... curioso, vindo de quem supostamente se enerva tanto com o que aqui lê; um pouco como as pessoas que nos "odeiam" e que se dedicam tanto a nós).



A verdade é que, ao contrário da Inês, nunca começo por dizer mal. Porque os pedidos de desculpas soam sempre a pouco, além de nos deixarem sempre numa posição difícil, sobretudo com desconhecidos. A Inês durou uma semana.

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publicado às 17:30

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.04.04
Etimologia hebdomadária



A palavra para hoje é regresso. Desde que me disseram que o meu mapa astrológico está pejado de escopiões em tudo quanto é planeta (parece que isso quer dizer que aprofundo ou esgravato qualquer assunto até não ficar nadinha), que tento viver de acordo com as expectativas. Confusos? Não interessa. Como falei do regresso, apeteceu-me ver que vocábulos se escondiam por trás desse. Do latino regressus, percebemos que é o particípio presente de regredior. Ora o verbo regredior (cujo significado é, literalmente, "andar para trás") é constituído pela preposição re, que designa uma repetição ou um recuo, e gradior, que significa andar, caminhar, avançar, adiantar. E isso demora, não demora? Andar para trás, quando se devia andar para a frente, não se faz em pouco tempo. Isso é coisa para levar anos, além do cansaço que implica.



Claro que o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa tinha de estragar esta teoria perfeitamente respeitável e bem fundamentada com o significado de voltar in your face: "Regressar ao local de partida ou de origem. (Seguido da preposição a.) Voltou à aldeia passados vinte anos." Mas então isto é assim? Substituem-se as palavras desta maneira, a frio? Sem um pedido de desculpas, sem um aviso prévio? Sem um aconchego, sem um beijinho?

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publicado às 13:42