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por Carla Hilário Quevedo, em 07.05.04
This one goes out to the one I love



Em 1988, tinha a vossa criada fardada uns 17 ou 18 anitos, e o meu (agora) Marido escrevia a sua primeira crítica de teatro no primeiro número do jornal O Independente. O Carlos iniciava assim a sua vida de cronista em Portugal. Começou cheio de hubris, como podem ler em baixo. Uma maravilha de menino.



O Menino-Rei, de Jean Pierre Sarrasc, pelo Teatro da Rainha

Texto de Carlos Quevedo, em O Independente, 1988



Uma criança perde-se numa auto-estrada. Ia de férias com os pais. Estes, entre culpados e aliviados, procuram-na em vão. Na auto-estrada, versão actualizada da floresta dos clássicos contos para crianças, o menino encontrará diferentes personagens que o iniciarão a viver num mundo sem esperança.



Este espectáculo é apresentado na sala Patrick Friedman do Instituto Franco-Português. Bem situado, não é difícil lá chegar. As paragens dos autocarros 18 e 42 assim como a do eléctrico 24 são as mais próximas. No entanto, os autocarros 16, 26 e 30 também servem, assim como as estações do metropolitano São Sebastião, Saldanha e porque não a telemática Picoas. Se for de carro, não há problemas em encontrar lugar para estacionar. Embora não muito iluminada é uma zona bastante segura de Lisboa. A dois passos temos o Hospital Particular e a quatro, a embaixada do Vaticano. Os bilhetes, aliás nada caros, compram-se mesmo em frente à entrada do Instituto. Se chegar adiantado/a ou os /as, o espectáculo só começa às 21h45, pode subir ao primeiro andar onde há sempre uma exposição com interesse. Hélas! O bar não está aberto a essas horas, contrariedade que não tenho dúvidas o Instituto corrigirá nas próximas produções. Chegada a hora do espectáculo, descem-se umas escadas que nos levam a uma das duas portas de entrada da sala, encontrando-se estas no lado oposto ao do palco. Junto deste, à esquerda, vemos uma tranquilizadora e exclusiva porta de emergência.



A disposição dos lugares é do tipo anfiteatro ou de bancada, o que garante uma óptima visibilidade. A acústica é excelente. Esta sala tem capacidade para duzentos e oitenta espectadores, embora nesta produção tenha sido reduzida para cento e cinquenta. O veludo grená do pano de boca e dos muitos confortáveis lugares domina o espaço. A alcatifa é encarnada e não destoa do conjunto. As paredes, parcialmente forradas de madeira clara e lustrosa, embora não muito apropriadas para os black-outs, já que o brilho dificulta a obscuridade total, dão-nos uma sensação de asseio e de novo. A cabine dos operadores de luz está acusticamente isolada evitando que ouçamos o irritante e brechtiano clic dos gravadores. A temperatura no interior é agradável e não se ouvem barulhos exteriores que incomodem ou distraiam, O pessoal responsável pela arrumação e pela venda do programa pertence às companhias que apresentam os seus espectáculos neste Instituto. Aliás, a programação é heterogénea: companhias de teatro profissional, amador, colóquios, cinema, conferências etc. Raramente o auditório fica inactivo.



O espectáculo termina às 23h50.

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publicado às 22:21

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por Carla Hilário Quevedo, em 07.05.04
Caprichos: a moda de Verão deste ano é pavorosa e a única cor aceitável é o amarelo Kill Bill.

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publicado às 12:26