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por Carla Hilário Quevedo, em 18.05.04
Epitemias: só me apetece passar o resto do dia a ler este livro.

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publicado às 14:33

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.05.04
Pormenores (12)



... impressiona-me que a cobra black mamba (assim chamada por ter o interior da boca preta) consiga saltar a uma altura de dois metros, caçando assim pássaros que tranquilos voam...

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publicado às 11:09

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.05.04
Pormenores (11)



... comove-me (a sério que ontem me vieram as lágrimas aos olhos) saber que há pessoas que se dedicam ao estudo do Linear B, língua (micénica) da qual alguns signos ainda não foram decifrados...

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publicado às 11:01

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.05.04
Qualquer dia é um bom dia para celebrar



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publicado às 00:26

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.05.04
Hip hip! Bravo, bravo e ainda mais bravo!



"Ode ao pólipo negro



Apraz-me que no telejornal se faça, agora, uma voraz crítica aos ridículos e ofensivos "benvidos" (relativos ao Euro 2004) que a Câmara Municipal de Lisboa fez espalhar pela cidade. É bonito, quase tocante, ver a nossa língua defendida, em pleno horário nobre (note-se). Mas dá-me vontade de pensar que não se está, na realidade e em primeiro lugar, a defender uma língua, mas a criticar uma câmara (na pessoa ou não de um presidente que abre caboucos ao desbarato, é indiferente).



Esta câmara, na pessoa de alguns dos seus funcionários, não deixa, também ela, de ser uma vergonha, uma analfabeta, claro, mas chateia sabermos das potencialidades linguísticas e literárias de muitos dos energúmenos que atacam as calinadas desta instituição: são os mesmos que fazem grandes festins com vírgulas entre sujeitos e predicados; são os mesmos que tiram, sem comiseração alguma, os hífenes a todos os "fins-de-semana"; os mesmos que desconhecem, total e estupidamente, as regências dos verbos, proferindo enormidades como "o doutor gosta que". Ora, está mal, faz mal e é de condenar. Dali para fora, já! Ou, então, estudem mais um bocadinho. Consultem as autoridades escritas da Língua, por exemplo. Aprumem-se.



Têm muita razão, sim senhora. Não se escreve "benvindo" nem que à mais muda das vacas lhe dê, assim de repente, para tossir, muito menos em cartazes publicitários ao Euro (credo!). Não, não. É coisa de analfabetos que não deviam ter acesso nem ao mais pobrezinho dos livros de recibos verdes, quanto mais trabalhar à frente de uma redacção... Mas também não há o direito de pactuar com as enormidades que são tornadas públicas, com o maior sorriso nos lábios de telejornalista, todos os dias, em horário nobre, para o bom português ver, registar e copiar. Está mal...



Faça-se o rastreio e eliminem-se os pólipos negros que nos transmitem as notícias, senhores!"



Texto escrito por: the one and only, batukada.

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publicado às 00:07