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por Carla Hilário Quevedo, em 03.07.04
Correio do leitor: o meu querido amigo Miguel escreveu ao bomba sobre a Final do Europeu. Aqui fica a mensagem (quase) completa. Saudades, Miguel! Obrigada!



Alto lá com o entusiasmo!



É muito bonito que sejam os dois países mais pobres, pequenos, antigos e civilizados da Europa a disputar a final. Ganhe quem ganhar (e não concebo que Portugal perca), a Grécia será o verdadeiro campeão do Euro 2004, já que avançou vários passos (desde nunca ter ganho um desafio no Euro até chegar à final), enquanto Portugal terá apenas avançado dois (ter chegado à final e, se Deus quiser, ganhar). A equipa da Grécia, com todas as desvantagens que tinha, é um pouco - ou mais ainda - o Portugal deste torneio. Se a Grécia ganhar, será pela segunda vez seguida e só um idiota não lhe tirará o chapéu, de bom grado. Se perder, fica ela por ela. É uma final perfeita.



Isto enche-me de felicidade. Despachámos os gordos milionários - em dinheiro e população - e provámos que a inteligência (a Grécia de Otto Rehhagel) e a paixão (Scolari) continuam a valer mais do que a manha, a experiência e a fama. O futebol, afinal, é como a gastronomia: o tamanho e a riqueza de um país não querem dizer nada. O que interessa é o saborinho.



E o nosso - português ou grego, pseudo-brasileiro ou pseudo-alemão, português ou grego, é, de longe o melhor.



Miguel Esteves Cardoso

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publicado às 23:19