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por Carla Hilário Quevedo, em 09.08.04
Eros - Nível II



Nervos de Aço*



Você sabe o que é ter um amor, meu senhor

Ter loucura por uma mulher

E depois encontrar esse amor, meu senhor

Nos braços de um outro qualquer

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor

E por ele quase morrer

E depois encontrá-lo em um braço

Que nem um pedaço do seu pode ser

Há pessoas de nervos de aço

Sem sangue nas veias e sem coração

Mas não sei se passando o que eu passo

Talvez não lhes venha qualquer reação

Eu não sei se o que trago no peito

É ciúme, despeito, amizade ou horror

Eu só sei é que quando a vejo

Me dá um desejo de morte ou de dor



*de Lupicínio Rodrigues. E se isto não é um tango, vou ali e já venho.

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publicado às 15:53

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.08.04
Eros - Nível I



Loucura*



E aí, comecei a cometer loucuras

Era um verdadeiro inferno, uma tortura

O que eu sofria por aquele amor

Milhões de diabinhos martelando

Meu pobre coração / Que agonizando

Já não podia mais de tanta dor



E aí, comecei a cantar verso triste

O mesmo verso que até hoje existe

Na boca triste / De algum sofredor

Como é que existe alguém

Que ainda tem coragem

De dizer que os meus versos

Não contém a mensagem

São palavras frias sem nenhum valor



Oh Deus será que o senhor não está vendo isto

Então por que o Senhor mandou o Cristo

Aqui na terra / Semear o amor

Se quando existe alguém que ama de verdade

Serve de riso para a humanidade

É um covarde, um fraco / Um sonhador

Se é que hoje está tudo tão diferente

Porque não deixa eu mostrar a essa gente

Que ainda existe o verdadeiro amor

Faça ela voltar de novo ao meu lado

Eu me sujeito a ser sacrificado

Salve este mundo com a minha dor



*de Lupicínio Rodrigues.

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publicado às 15:42