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por Carla Hilário Quevedo, em 01.09.04
Meses do ano: a Diotima, sempre pertinente, lembra a letra de Recordações, do herói português Vitor Espadinha. Sim, eu sei, lai lai lai lai, hm hm hm hm...



Foi em Setembro que te conheci

Trazias nos olhos a luz de Maio

Nas mãos o calor de Agosto

E um sorriso

Um sorriso tão grande que não cabia no tempo

Ouve, vamos ver o mar

Foste a trinta de Fevereiro de um ano por inventar

Falámos, falámos coisas tão loucas que acabámos em silêncio

Por unir as nossas bocas

E eu aprendi a amar



Sim eu sei que tudo são recordações

Sim eu sei é triste viver de ilusões

Mas tu foste a mais linda história de amor

Que um dia me aconteceu

E recordar é viver, só tu e eu



Foi em Novembro que partiste

Levavas nos olhos as chuvas de Março

E nas mãos o mês frio de Janeiro

Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia

E eu, eu queria ser forte, respondi que tinha frio

Falei-te do vento norte

Não, não me digas adeus

Quem sabe, talvez um dia... como eu tremia, meu Deus

Amei como nunca amei

Fui louco, não sei, talvez

Mas por pouco, por muito pouco eu voltaria a ser louco

Amar-te-ia outra vez

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publicado às 18:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 01.09.04
Ainda sobre os níveis de Eros: ora partir ou "saber partir"... sei lá o que é isso. A expressão "saber partir" já pressupõe uma elegância que julgo perder-se nesse momento. Estou a falar de paixão e amor a sério e não de paixonetas inconsequentes. Partir é outra forma de sofrer, e "y al fin andar sin pensamiento" (os níveis seguintes) funciona depois como a única maneira de não darmos um tiro na cabeça. Isso não significa que a partida não seja encarada com dignidade, mas como a concebo é sempre um momento de violência, de dor. Ficar de cama durante semanas a chorar baba e ranho e emagrecer são duas das imagens que associo à partida. Mas há outra coisa fundamental nesse momento: o silêncio absoluto. Na partida séria não há mais conversas. Simplesmente acabou. Na partida séria não há retorno. O corte é definitivo, por isso é tão sofrido. Esta é, para mim, a única maneira de partir com elegância e sinceridade (tem de haver uma maneira de associar a elegância à sinceridade e a sinceridade no sofrimento é fundamental para não enlouquecermos). O rancor, a raiva, a vontade de vingança etc. são resolvidas depois quando andamos finalmente sem pensamento. É o que nos salva.

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publicado às 12:16

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por Carla Hilário Quevedo, em 01.09.04
Caprichos: o mês de Setembro é o meu preferido do ano. Também gosto de Outubro e de Junho e até de Janeiro. Pensando bem, Novembro (o mês em que me casei) é lindo e adoro o Inverno. Mas Setembro é o melhor mês. Mas também gosto de Agosto. Ora bolas.

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publicado às 12:13