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por Carla Hilário Quevedo, em 03.09.04
Pedido: se alguma vez me fizerem refém, por favor, não chamem as tropas russas.

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publicado às 21:03

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por Carla Hilário Quevedo, em 03.09.04
We will always have Cambodia





(fotografia de: François Duhamel)



Beyond Borders com Angelina Jolie é, muito provavelmente, um dos piores filmes de sempre. Angelina, ou Sarah Jordan, decide dedicar a sua vida à defesa dos Direitos Humanos, aos refugiados e deslocados. Bom, até aqui parece nobre, mas nada mais enganoso. A miúda está de um chique insuportável na Etiópia (toda de branco, estupenda), deslumbrante no Camboja, de negro e justo vestida, e autêntica capa da Vogue na Chechénia, com um gorro que lhe fica a matar (no pun intended). Além do chique em que se encontra sempre, nos locais de maior miséria e degradação, Sarah envolve-se com o médico e chefe de uma ONG que entretanto, por acaso, também vende armas no meio das caixas de vacinas. Não acho mal, a sério que não. A vida é mesmo assim. O problema é a história de amor no meio de operações de coração aberto, bebés com granadas nas mãos, fome e morte. A paixão entre ambos consuma-se no Camboja, depois de um ataque de guerrilheiros ao acampamento, episódio em que morre o melhor amigo de Nick. Mas não há problema nenhum! Em cerca de seis horas (cálculo feito por alto), o nosso casal de giros está numa espécie de motel cambojano com lençóis branquinhos e tudo. Bloody fantastic! E aquela tesão no meio da miséria não só é imoral como é pecado. Como conseguiram?

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publicado às 01:33

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por Carla Hilário Quevedo, em 03.09.04
Adenda ao post anterior: pensando melhor... manipular os resultados teria sido melhor ideia. Ou não. Pois que atire a primeira pedra quem nunca teve uma fase de rendas e cetim.

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publicado às 01:01