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por Carla Hilário Quevedo, em 08.09.04
E o tempo em Agosto? Uma desgraça...



Ontem, num jantar em que participaram mais quatro blogueadores (além da vossa bomba favorita), queixava-me da falta de assunto. Quando o trabalho toma conta da vida própria e a humildade passa a andar pelas ruas da amargura (parece não ter relação nenhuma mas tem) não há blogue que aguente. Nem o do próprio nem os dos que o lêem. Pois é... passado um ano e meio, falar de quê e, sobretudo, como? Do filme Monster, com a Charlize gorda e dentuça? Só se fosse para desancar nos actores, essa espécie de gente estranha que se sujeita às coisas mais incríveis para o bem da arte... ou dos Óscares, enfim. Mas nada contra. Gostei do filme e a uma dada altura até tomei o partido da assassina. Pois é, mas o tema esgota-se aqui. E por falar em arte. Ontem, no jantar, a minha querida Ana disse que a perfeição não existia. Blasfémia! Mas terei andado a gastar o meu grego para nada? Fui obrigada a intervir e a falar nos Jogos Olímpicos, chegando mesmo ameaçar a republicação dos 16 posts como prova da existência da perfeição (podia ser que a repetição funcionasse como argumento por uma vez na vida). Ora depois de afirmarmos com toda a convicção do mundo que, por exemplo, na ginástica a perfeição é atingida e que o perfeito é belo, rapidamente concluímos que não é arte. "Mas aquilo não é arte!" "Pois não!" E não é arte porque é irrepetível. E vale a pena desenvolver o tema? Bem me parecia que não queriam. Next subject, please?

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publicado às 10:29