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por Carla Hilário Quevedo, em 25.11.04
Desenterrados vivos



Ontem, na Fnac do Chiado (obviamente), descobri um exemplar de Os Gregos de Kitto e, do mesmo autor, A Tragédia Grega. A 3.ª edição do primeiro título é de 1990 (o que significa que fazem uma edição nova de 15 em 15 anos...) e há muito que não lhe punha a vista em cima. Comprei os livros a preços de Buenos Aires - sete e nove euros, respectivamente - e agora, ao olhar para as capas, penso que vivemos num país de medíocres. Ninguém se interessa por nada. Se pensarmos bem, só no ano passado tivemos uma tradução decente da Odisseia e, muito provavelmente, só daqui a dois anos teremos a da Ilíada. Ora isto é inadmissível! Somos assim obrigados a aprender inglês, alemão, francês (já nem falo de grego antigo e de latim porque me parece absurdo) para termos acesso a esses textos. Saber outras línguas é bom e será sempre uma vantagem, mas não devia ser fundamental. Saber muito bem a nossa própria língua parece-me, isso sim, essencial.



Comprei na Argentina as Obras Completas de Freud, não pelo preço irrisório (não o digo para não perturbar ninguém) mas porque não existe uma tradução portuguesa. Não haverá uma alminha que saiba bem alemão, e que se junte a outras alminhas que saibam bem alemão, bem português, com a formação adequada, e que tenham interesse em fazer o bem a algumas pobres criaturas como eu que até gostariam de ler esses textos em português? Fica o apelo.

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publicado às 11:26

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.11.04
Blockbomba: Eternal Sunshine of the Spotless Mind (magnífico).

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publicado às 11:24