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por Carla Hilário Quevedo, em 13.08.05
O menino da mamã e da avó (6)

Esqueci-me de referir o campanário de Santo Hilário, descrito em Do Lado de Swann como se fosse mais uma personagem. E decente, diga-se de passagem; ou melhor, cite-se para se comprovar que o sítio parece mesmo uma pessoa e, ainda por cima, (muito) decente: "Sem saber muito bem porquê, a minha avó atribuía ao campanário de Santo Hilário aquela ausência de vulgaridade, de pretensões, de mesquinhez, que a levava a amar, e a julgar ricos de benéfica influência, a natureza, quando a mão do jardineiro da minha tia-avó, e as obras de génio. (...) mas era no campanário que parecia tomar consciência de si mesma, afirmar uma existência individual responsável. Era ele que falava por ela." (71) A vista do campanário era única: "Do campanário de Santo Hilário é outra coisa, é toda uma rede onde a localidade está inscrita." (115)



Os mais atentos estarão agora a pensar: "Espera lá! Mas ali diz Illiers! Essa igreja não é em Combray?" Pois digo-vos que é a mesmíssima coisa, Illiers passou a chamar-se Illiers-Combray depois do romance de Proust. Uma grande pinta.

Só mais uma coisa: a Rua de Santo Hilário era a rua da igreja. Mas a tia Léonie morava na Rua de Santiago (55). Pronto, seria de mais.

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publicado às 10:40

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por Carla Hilário Quevedo, em 13.08.05
Bombas de Ouro

"Perguntam-me, não foi ninguém que perguntou, mas aqui fica bem: tens ouvido música? Sim, respondi -e pensei: que raio de pergunta-. O que é que tens ouvido mais vezes, se se pode dizer assim? Olha, é o hino dos Estados Unidos", do Luís, em A Montanha Mágica.

"Quem só vive no presente já morreu e não sabe", da Ana Cláudia Vicente, no Quatro Caminhos.

Ideias contra-intuitivas, do João Miranda, no Blasfémias.

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publicado às 10:07