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por Carla Hilário Quevedo, em 20.08.05
Dos Antigos: já não há Plutarcos. Mas não faz mal porque também já não há vidas grandiosas e exemplares. Muito menos paralelas. (pausa de sete minutos) Acabo de me lembrar de duas vidas exemplares, muito próximas. Afinal, é capaz de haver Plutarcos.

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publicado às 22:35

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por Carla Hilário Quevedo, em 20.08.05
O menino da mamã e da avó (11)

Além de não ter a certeza absoluta do nome do narrador, do protagonista, do menino da mamã e da avó propriamente dito, tenho outro problema: não percebo bem que idade terá. Por vezes, parece-me ter uns oito anos - a obsessão com o beijinho de boas-noites leva-me a pensar que não terá ainda dez anos, talvez erradamente, porque, pensando bem, poderia até, e em certos casos, ter cinquenta; mas, se assim fosse, teríamos outro romance, provavelmente com serial killers à mistura - noutros momentos parece-me ser um bocadinho mais velho. Encontrei, até agora, duas referências à época de vida em que Marcel se encontra. Uma leva-me a pensar que o menino é pequenino: "Quanto a Guermantes, havia um dia de conhecer mais esse lado, mas apenas muito mais tarde; e durante toda a minha adolescência (...)" (144) A outra dá-me a sensação de que se trata de um adolescente. Diz o senhor Legrandin: "(...) faça-me respirar da distância da sua adolescência essas flores das estações primaveris que eu também percorri há muitos anos." (135) Mas ninguém me tira da cabeça esta imagem, a primeira. Marcel terá 13 anos.

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publicado às 10:16