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por Carla Hilário Quevedo, em 07.02.06
A ver: Status Anxiety, um documentário de Alain de Botton, hoje, às 22h30, na 2:. Sim, João, continua na próxima semana. Julgo que serão três episódios.

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publicado às 18:48

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por Carla Hilário Quevedo, em 07.02.06
Caracóis, Sandálias e Traições

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"Como Leónidas nas Termópilas", diz César a Marco António. Antes de lhe ser cortada a cabeça, claro. por falar em cabeça, que raio de cirurgia foi aquela ao pobre Tito Pulo? Vou consultar o De Medicina, do Celso, e já cá venho. (Mais de 12 horas depois) Não consegui descobrir nada em relação àquele tipo de cirurgia, mas, segundo Celso, o cirurgião devia ser jovem, ter uma mão firme, uma visão excelente e o espírito claro. Devia também comover-se com a dor do seu paciente, ao ponto de o querer tratar, mas devia igualmente ignorar todos os gritos de dor. Isso parece-me que aconteceu. Brrr. Os bordéis serem ao pé do Templo Venéreo parece uma piada, mas não é: vem de Vénus, Templo de Vénus. Átia recebe Lúcio Voreno e Tito Pulo. E depois Marco António, Cícero, Catão, Pompeu, Cipião: "I feel like Helen of Troy". Óptima. Octaviano observa. Não tem nada a ver, mas depois será um Imperador cheio de problemas de saúde: colites, eczemas e bronquites, comia pouco, tinha medo de correntes de ar, enfim, um desastre ambulante. Pompeu acredita que César está fraco, mas Cícero avisa: "The dying serpent bites deepest". No Senado, technicalities: a sessão poderá ser retomada porque não foi oficialmente terminada. E Marco António que não foi ouvido? Ninguém ouviu o que disse, não é extraordinário? Mas devia ser mesmo assim. Infelizmente, as coisas mudam.

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publicado às 18:42

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por Carla Hilário Quevedo, em 07.02.06
Os cartoons são bons cartoons

Caro Eduardo Pitta, talvez devesse ter lincado o artigo no Guardian e não o seu post. Mas depois com quem falava? Não vejo nenhum problema em que um editor de um jornal se recuse a publicar caricaturas sobre Jesus Cristo (note-se que isso aconteceu há três anos; ou seja, há muito tempo, parece-me) e encomende caricaturas sobre Maomé (há quatro ou cinco meses). Qualquer jornal tem uma linha editorial (recusa, aceita e propõe o que se quiser), algo que só é possível em liberdade. O Jyllands-Posten tem a sua. Convenhamos que a ressurreição de Jesus Cristo não está na ordem do dia (nem há três anos estava) e Maomé nunca esteve tão na berra. Pelos piores motivos: actos de terrorismo justificados pela religião islâmica. Talvez não fosse má ideia avaliarmos os cartoons. Afinal, aquilo tem graça ou não? Por mim, tem. Gosto particularmente do da cabeça de Maomé em forma de bomba, porque há muita verdade naquele desenho: mata-se inocentes em nome de Alá. E gosto do das virgens, também por ser verdadeiro: os bombistas-assassinos têm à sua espera 70 virgens. É natural que o stock acabe. Os outros já são mais fraquinhos, mas não são maus de todo.

Mas voltando aos desenhos recusados, podemos imaginar que a publicação dos cartoons sobre a ressurreição de Cristo levariam a cenas de violência provocadas pelos católicos dinamarqueses, conhecidos mundialmente pela sua intransigência teológica, ainda mais quando podem sempre contar com o apoio dos compatriotas calvinistas e luteranos conhecidos pela sua solidariedade. Graças a Deus que não foram publicados! Há três anos que a Europa estaria a ferro e fogo.

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publicado às 17:48

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por Carla Hilário Quevedo, em 07.02.06
Contradiction, anyone?

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Caro Eduardo Pitta, a "opinião pública branca", quando é incomodada, não queima bandeiras, nem destrói embaixadas. Consulta os advogados, faz abaixo-assinados, manifesta-se pacificamente, escreve em blogues ou em jornais, ou amua em casa. Era só o que faltava não podermos criticar e ridicularizar terroristas, que matam pessoas em nome de Alá! Daí a pertinência das caricaturas: a religião islâmica está cada vez mais associada ao terror. Não se matam pessoas em nome de Jesus Cristo. Já passámos essa fase. Outra diferença fundamental.

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publicado às 13:42

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por Carla Hilário Quevedo, em 07.02.06
Diferenças fundamentais: desenhos não são actos. A Europa vê as suas bandeiras a serem queimadas, embaixadas e consulados a serem destruídos, pessoas a morrer e agacha-se perante a "falta de responsabilidade" de publicar caricaturas de Maomé. Estamos a falar de desenhos humorísticos por um lado e destruição e ameaças de morte por outro. Mas qual é a questão, afinal? Qual é a dúvida de que a barbárie existe? Os muçulmanos interpretaram os desenhos como insultuosos - está tudo muito bem explicado aqui - e reagem com violência. E na Europa há quem ache isto normal? Que é preciso ter "responsabilidade", "bom senso" (bem, João Miranda), que não convém ferir as susceptibilidades de assassinos e - imagine-se! - que é preciso pedir desculpas por uns desenhos, bem engraçados, diga-se de passagem? Não tenho respeito nenhum por uma religião que tolera a violência e a opressão e que fomenta a tirania. Não posso respeitar uma cultura de morte.

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publicado às 13:15