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por Carla Hilário Quevedo, em 22.02.06
Última hora!

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Não gosta do Carnaval? Só porque nunca o festejou com os dois DJs do C******, Nuno Miguel Guedes e Zé Diogo Quintela!

SEXTA-FEIRA, 24 de Fevereiro, no NAPRON (antigo Três Pastorinhos) na Rua da Barroca, a partir da meia-noite. Apareça!

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publicado às 12:34

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por Carla Hilário Quevedo, em 22.02.06
Eu hoje acordei assim...

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Natalie Wood

... a pensar na última parte do excelente Status Anxiety. Fiquei a saber que Schopenhauer era amigo de Séneca e com imensa vontade de ler As Meditações, de Marco Aurélio. O que mais me interessou no documentário foi a questão da igualdade, muito enfatizada por Alain de Botton. Esta ideia que nos metem diariamente na cabeça de que somos todos iguais, com idênticas oportunidades, as mesmas capacidades para fazermos o que queremos, o mesmo talento, é uma grande mentira e uma mentira cruel, tanto para quem fracassa como para quem é bem sucedido. O elemento do acaso desapareceu das nossas vidas. Recentemente li quatro textos sobre a inveja de quatro autores diferentes, ingleses e americanos. Todos afirmavam que a igualdade implicava a comparação, que por sua vez levava à inveja e à tal ansiedade, de que Botton tanto falou: o desconforto de ver os outros a fazerem coisas às quais, em princípio, todos estaríamos destinados. No outro dia, passei por uma frase de Charlotte Rampling, em que dizia que nunca fazia comparações. Percebo-a perfeitamente: as coisas boas - aquelas a que chamamos melhores - dispensam que se olhe para o lado. O estudo dos textos antigos não soluciona todas as angústias. Depende de quem os lê, com que gosto e com que atenção; se pretende mudar a sua vida e... aprender com aquilo com que outros há muito se ocuparam. Ler é uma coisa muito complicada e a maioria das pessoas hoje em dia não sabe fazê-lo. Mesmo os que sabem, por vezes enganam-se. Mas Alain de Botton esqueceu-se dos fármacos, da quantidade de ansiolíticos e soníferos que existem no mercado, todos prontos para resolver aflições. Temporariamente, é certo, mas resolver. Um dos livros de que mais gostei foi o de Solomon Schimmel, que desde já recomendo. O autor é psicólogo e, enquanto analisa os pecados capitais, apresenta os casos dos seus pacientes, observando que se soubessem reconhecer os seus problemas como questões relacionadas com a natureza humana, das quais não podemos escapar, não precisavam de tomar antidepressivos. Viver nos dias de hoje será mais difícil para quem acredita que o mundo começou agora.

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publicado às 11:01