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por Carla Hilário Quevedo, em 22.03.06
Caracóis, Sandálias e Traições

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Marco António: Some may call it hubris.
César: It is only hubris if I fail.

(Grande episódio. Dêem-me 24 horas. Assinado: Jack Bauer.)

Vinte e cinco horas depois: sim, concordo. Deviam passar o resto das suas vidas a pesquisar e a fazer séries. A próxima seria sobre Octávio Augusto, depois Tibério, Calígula, and so on, and so forth... Por enquanto, temos Júlio César, uma personagem espantosa, em Rome (e não só, naturalmente, mas é das personagens na série que mais correspondem à minha ideia de como pode ter sido o Imperador). Sobre a hubris, o desafio aos deuses, só posso dizer que é uma palavra muito difícil de traduzir. Palavras como arrogância, sobranceria, altivez ou orgulho não são suficientes. Um dia, faço a etimologia. César, sempre impecável, fica furioso com o assassínio de Pompeu. Os selvagens cortaram a cabeça a um cônsul de Roma. Dezassete milhões de dracmas de dívidas de Ptolomeu a César. Não apontei quem disse a tonta frase, "no fears at all about Cleopatra". Ah, subestimá-la is so wrong. Arguta e auto-confiante, sim. Mas gostei de ver Cléopatra muito amiga dos opiáceos, ou mesmo do ópio, droga que seguramente aniquila qualquer tipo de ansiedade. Nunca tinha pensado nisso, mas porque não? Gostei do estilo aristocrático rebentado e da casinha pré-fabricada em que se faz transportar. Tito Pulo insiste no wet as October e Cleópatra confirma-o, anunciando: "My womb is between floods." Mais gráfica do que Níobe. Nasce Cesárion. Lindo o CST Live! E junto-me ao protesto: um episódio sem Átia não vale!

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publicado às 09:03