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por Carla Hilário Quevedo, em 23.04.06
A malta da caixa

José Pacheco Pereira disse, no seu artigo no Público, o que qualquer pessoa saudável e decente pensa a respeito de um certo tipo de comentadores anónimos, frequentadores assíduos de caixas de comentários alheias, cuja função na blogosfera consiste em insultar e difamar o próximo. Fez muitíssimo bem e no local mais que apropriado. Agora anda tudo muito aborrecido por o seu nickname ter sido mencionado no jornal. Ora vamos lá a ver se percebo: o chiquinho34 está chateado porque o nick de que tanto se orgulha é citado no jornal, como fazendo parte de um grupo de débeis mentais. Repitam comigo: o chiquinho34 está chateado. Coitadinho do chiquinho34, que é conhecido pela família e pelos amigos que o consolam com palavras como: "Ó chiquinho34, o gajo não sabe que tu és muita porreiro, pá! E és tão boa pessoa. Toda a gente sabe disso, meu." No trabalho, é apoiado com pancadinhas nas costas: "Ó chiquinho34, não há direito o gajo ir falar de ti para o jornal. Então, mas fala-se assim das pessoas? Não se pode falar assim das pessoas, nem chamar nomes! Quem é que esse gajo pensa que é? Deixa, ouve, ele não sabe que tu és boa pessoa, pá." Assim estamos, com dois pesos e duas medidas. Parece que não se pode falar mal da malta da caixa. E, ainda por cima, ser pago por isso. Bravo, JPP!

Adenda: já escrevi o que tinha a escrever sobre o tema, aqui, aqui e aqui.

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publicado às 20:09