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por Carla Hilário Quevedo, em 27.06.06
Coitadinho (já sabem que têm de ler com aquele tom da criança do anúncio): mas e o que é que aconteceu ao velho "quem vai à guerra dá e leva"? Ou ao popular "quem anda à chuva molha-se"? Talvez as lágrimas façam parte da emoção do jogo, mas não vejo mais ninguém naqueles preparos. Além disso, isto é tudo muito contraditório: por um lado são uns heróis, por outro choram como umas crianças. Pode dar-se o caso - embora tenha as minhas dúvidas - de eu não perceber nada de futebol. Mas essa é uma possibilidade remotíssima e, por isso mesmo, urge fazer um Bombaball no Brasil-França.

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publicado às 21:38

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.06.06
Adília Lopes sobre "Eu hoje..." ou "Eu sabia que..."

"Eu sou a luva
e a mão
Adília e eu
quero coincidir
comigo mesma"

Caras Baratas, Lisboa, Relógio d'Água, 2004, p. 157.

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publicado às 16:18

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.06.06
Anscombe sobre "Eu hoje..." ou "Eu sabia que..."

"Perhaps, then, «I» is a kind of demonstrative."

de The First Person.

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publicado às 16:10

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.06.06
Wittgenstein sobre "Eu hoje..." ou "Eu sabia que..."

"Qual é o critério da igualdade entre duas imagens mentais? Qual é o critério da vermelhidão de uma imagem mental? Para mim, quando a outra pessoa tem essa imagem, o critério é o que ela diz e o que ela faz. Para mim, quando eu a tenho, nada. E o que é válido para «vermelho» é válido para «igual»."

Investigações Filosóficas, 377, tradução de M. S. Lourenço, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 3.ª ed., 2002, p. 391.

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publicado às 16:04

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.06.06
Modo de vida com itálico: talvez não seja a melhor pessoa para falar de mim, mas por vezes (e sempre de uma certa maneira) sou a única que o pode fazer.

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publicado às 16:01

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.06.06
The sound of bomba

"That gentle voice that talks to you
Won't talk forever"

All That She Wants, Ace of Base

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publicado às 09:30

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.06.06
Eu hoje acordei assim...

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Nastassja Kinski

... parece que ainda vou a tempo de falar sobre o Portugal-Holanda. Muito a tempo, sim. Ainda ontem as televisões nos faziam autênticas lavagens ao cérebro por causa da miséria da arbitragem, das faltas, dos cartões e tudo com números, quantos amarelos, as expulsões, o Figo, o Ronaldo, coitadinho, tem dói-dói e não se sabe se joga contra a Inglaterra e aposto que vamos estar a semana toda a falar da possibilidade de o nosso menino, coitadinho, jogar ou não. Pronto, não reclamo, a sério. Simplesmente não quero saber ou como cantava a Luka: "Tô nem aí, tô nem aííí". Mas o Portugal-Holanda, sim. Diverti-me como o Francisco e, como o Luís Mourão, cheguei a ansiar por um empate, um prolongamento e todas essas coisas que não se desejam, muito menos publicamente. Percebo muito bem que Cristiano Ronaldo seja novo, impulsivo, bom jogador (sim, acho que percebo que é bom jogador, mas não tenho a certeza), mas a imagem do rapaz lavado em lágrimas porque não pode jogar enervou-me. Também andam a falar muito de sofrimento. A palavra "sofrimento" ainda implica coisas sérias e dignidade, caramba! Sofrem muito a lutar num campo... de batalha, claro. É, no entanto, certo que a etimologia de "campeão" é precisamente essa. Mas o árbitro, sim. Eu gostei do russo Ivanov. Qual é o problema, coitadinho? O homem tem de mostrar cartões e serviço. Do que não gostei foi daquele da FIFA a repreendê-lo em público. Não lhe podia ter enviado um e-mail? Tinham de o destroçar até que se tornasse uma vítima, levando-me a mim, mera espectadora muito ocasional destas coisas a sentir piedade e compaixão? Mas tudo isto para dizer uma coisa que me interessa muito: há um anúncio, julgo que de um carro da Nissan, em que uma criança está a olhar para um boneco de neve desfeito, que o pai entretanto colocou no porta-bagagens. Nesse momento, a criança olha para o boneco de neve e diz: "coitadinho". E é precisamente aquele tom que quero que ouçam quando aqui escrevo essa palavra tão gira.

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publicado às 09:22