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por Carla Hilário Quevedo, em 14.07.06
Ninho de cucos (61)

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Catherine Deneuve

É o Varandas, sim! Não parece?

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publicado às 21:10

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por Carla Hilário Quevedo, em 14.07.06
Passear pela blogosfera é bom e faz crescer

- Densa é favor! A introdução faz com que Montaigne pareça banda desenhada.
- Hm, depende. É verdade que tenho dias em que não sou muito sensata... Posso sempre reagir dando uma cabeçada. Está imenso na moda!
- Pois a mim custar-me-ia muitíssimo! Adenda: hm... também me custaria.
- Estou para aqui lavada em lágrimas com a imagem das bandeiras palestiniana e israelita que o Daniel Oliveira tem no blogue. Não lhe conhecia a costela de Madonna.
- Vamos à hubris! Primeiro: escrevi hybris porque sempre que escrevia hubris me perguntavam se estava a falar da hybris; segundo, a palavra pecado ali aplicada é um anacronismo - como dizer que Aquiles é um herói romântico, por exemplo -, cuja função é apenas a de tentar compreender que se trata de uma ofensa, de um delito (é verdade, no entanto, que não o escreveria fora do blogue); terceiro: o verdadeiro problema da frase - o sujeito. Não são os deuses que não cometem hubris. Basta que pensemos no pobre Prometeu, que até hoje sofre de problemas hepáticos por causa daquela questão do fogo roubado. Mas Prometeu não era um peso-pesado das divindades. Pensava em Zeus, Atena, Posídon... Zeus pode ser acusado de hubris? Hera também? No entanto, sempre que leio a palavra hubris, lembro-me de imediato de Agamémnon a pisar "tecidos de púrpura" (Agamémnon, 944-7). It's all good. No asbestos suit required.
- Hm, boa frase. I think it wraps it up quite nicely.
- O Ricardo Araújo Pereira voltou, mas não lhe perdoo tamanha ausência. Rebem-vindo!

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publicado às 16:49

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por Carla Hilário Quevedo, em 14.07.06
Liberdade de expressão: no outro dia, ouvi Zinedine Zidane em entrevista a um canal francês a grunhir um "c'est des mots durs, quoi!", com o ar próprio do bronco que é. Isto por causa da cabeçada dada na sequência de palavras proferidas por Materazzi. Muitas pessoas defenderam o jogador francês, justificando e desculpando uma atitude totalmente desmedida. Perante palavras, Zidane responde com brutalidade física. Mas isso seria menos importante (dado o contexto agressivo do futebol) se o francês simplesmente admitisse a sua fúria. Mas não, o bronco mantém a sua posição: acredita que a agressão se justifica. Porque há palavras que, para animais como este, justificam actos de violência. Onde é que já vimos isto?

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publicado às 16:21