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por Carla Hilário Quevedo, em 24.07.06
Passei os olhos pelo programa Opinião Pública na SIC Notícias: pela minha saúde que ouvi um professor universitário a dizer que os judeus ficavam todos muito bem no Novo México! Depois um anti-semita primário a dizer que não-sei-quê mataram Jesus, a ligar directamente das cavernas. Tenho de repensar esta história da defesa da liberdade de expressão... Não deixo de me espantar como na Europa supostamente civilizada, democrática e livre, haja quem apoie a barbárie e aponte o dedo a quem é atacado e se defende. Uma vergonha.

Aproveito a pausa no trabalho (tenho poucos intervalos) para responder ao caro HMBF. Não há nada a provar. O que se passou foi um acto de guerra: o rapto de dois soldados israelitas pela guerrilha do Hezbollah. A actos de guerra responde-se com actos de guerra. Por isso o conceito de desproporcionalidade é mera poeira hipócrita que anda por aí a circular. Servirá afinal muito bem aos que pensam que a guerra é uma brincadeira. A guerra é uma coisa horrível, em si desproporcionada, em que morrem civis. Infelizmente, já não há campos de batalha. Ou melhor, neste caso, o campo de batalha foi escolhido pelo Hezbollah.

O HMBF pergunta: "O Hezbollah, e os hospedeiros libaneses, só passaram a ser uma ameaça depois de terem raptado 2 soldados israelitas?" A sua pergunta leva-me a pensar que acredita (embora segundo o que escreve, perceba que não será essa a sua intenção) que Israel, perante a mera ameaça, deve agir; ou seja, já devia ter bombardeado o Líbano há muito tempo. Olhe, até concordava... Mas qual das duas partes escolheu o momento? O que o leva a pensar que terá sido Israel?

Adenda: a ler este post no Kontratempos.

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publicado às 19:14

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.07.06
Eu hoje acordei assim...

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Kate Moss

... ora, o equilíbrio é importante e alguma flexibilidade é precisa. Adorei! Ainda não vi, mas deve ser muito giro. Entretanto, o HMBF sugere que a "nossa" (vossa) bomba inteligente (ah, não mereço ser tão amada) vá num pacote com outras para Israel. Pois se fosse útil e de facto explodisse, tenho a dizer-lhe que iria. E como boa bomba, cairia em cima dos refúgios do Hezbollah, sem provocar danos colaterais, nem eliminar libaneses inocentes que albergam terroristas... Mas para alegrar, que tudo isto já é suficientemente horrível, quero ser primeiras a participar no Primeiro Concurso de Verão do Impensável: sim, foi um gentleman, porque controla o seu impulso inicial e fica-se por um empurrão facial, obviamente efectuado porque há um colchão (que não vemos) que ampara a queda. Katharine Hepburn, por seu lado, é uma lady perfeita. Por ter partido um único taco de golfe e no seu próprio joelho, em vez de o fazer, por exemplo, na cabeça de Cary Grant.

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publicado às 10:08