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por Carla Hilário Quevedo, em 06.08.06
Eu hoje acordei assim...

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Christy Turlington

... comovi-me com o programa com Martha Nussbaum. Comover-me é, na verdade, um eufemismo: chorei silenciosamente (as lágrimas a correr pela cara abaixo, sem poder controlar nem querer) desde o momento em que começou a falar sobre a sua infância até ao fim do programa, quando falou da morte da mãe. O programa não foi muito bom por ser surpreendente, mas porque foi intimista ao ponto do absurdo. Nussbaum chegou a falar do DIU deslocado, responsável pela gravidez não planeada. Falou muito de consolação, muito pouco de beleza, quando pelo modo como descreveu a mãe, esta parecia reunir precisamente ambas: era na mãe, a quem se referiu insistentemente como sendo bonita, que procurava (e dela obtinha) consolo. E depois a culpa, a fúria, a criatividade, o pai, a importância de viver uma vida boa, praticando bons actos, com tudo o que isso implica numa espécie de redenção pessoal, de libertação; a determinação, a persistência, a estrutura que permite resisitir a todos os problemas, o trabalho e aquela consciência permanente da inevitável incapacidade (em relação a quase tudo), a única coisa que permite a elevação, talvez mesmo a salvação. Adorei.

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publicado às 12:20