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por Carla Hilário Quevedo, em 17.08.06
Na guerra e no amor vale tudo, excepto para a extrema-esquerda: é certo que quando escrevi este post, já estava com um pé dentro de água (e isto não é um chiste; levo os meus mergulhos muito a sério). Pois reli a sua segunda declaração de amor (se isto não é recíproco...) e confirmei aquilo que me parecera: não considerei as suas questões como algo a responder e com o exemplo da Batalha das Termópilas - sem dúvida de nula relevância para a discussão - pretendia apenas acompanhar a nula relevância de exemplos para a discussão como a guerra do Peloponeso ou a morte de inocentes na guerra. Mas respondendo muito sucintamente às suas questões:

1. sim, precisamente por ser desproporcionada. Mas atenção aos termos "escaramuça de fronteira" e "bombardeamento maciço". É a sua perspectiva. O Hezbollah não protegeu a população, pelo contrário, expô-la aos bombardeamentos. Percebo que veja o Hezbollah como uma organização preocupadíssima com os libaneses, com as mulheres e as crianças. Discordamos de maneira irreconciliável.
2. Note que os crimes de guerra são julgados sempre pelos vencedores e têm muito que se lhe diga. Trata-se de um conceito tão relativo e tão político que apenas esconde a imoralidade do mesmo. Pois se a guerra é um crime, em si mesma desproporcionada etc.

Sei que é cedo na nossa relação, mas vou ter de lhe pedir um tempo. Não me leve a mal se não lhe responder a uma próxima resposta sua (caso assim decida fazer), mas agora vou ter de dar início à segunda fase da exploração mineira. Até à próxima retaliação!

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publicado às 11:37

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por Carla Hilário Quevedo, em 17.08.06
Eu hoje acordei assim...

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Linda Evangelista

... tive um pesadelo com Hugo Chávez. Sonhei que estava doente e que ele vinha de propósito da Venezuela visitar-me, tipo lambe-botas como fez a Fidel Castro. Eu, como não sou Fidel, piorava, entrava em choque anafilático mal o visse e caía para o lado inanimada. Entretanto, entrava o Dr. House e fazia-me uma punção lombar (não há episódio em que o homem não faça uma punção lombar ao doente, é impressionante!) e nada descobria. Chávez sempre à minha cabeceira, a segurar-me na mãozinha e a tirar fotografias comigo e eu já a bater a bota, muito branca com os olhinhos revirados. Recebia telegramas de Lula, de Kirschner e sempre a piorar, sempre a piorar. O Dr. House e a sua equipa finalmente proibiam as visitas e os telegramas e, milagrosamente (ou nem por isso) começava a melhorar. Mas eis se não quando, concedem a Saddam Hussein uma autorização especial para me ir visitar à clínica. Abria já mais os olhos, quando o vejo à minha frente, com muito bom aspecto, bem vestido, bem tratado, com o cabelinho pintado de preto, um brinco! Recaída total, hemorragias internas e externas, as máquinas descontroladas, tudo a apitar e aquele médico louro giro a fazer-me respiração boca-a-boca. De repente, acordo e digo: "Ouça lá, o senhor sabe que eu sou casada?"

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publicado às 11:06