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por Carla Hilário Quevedo, em 15.09.06
Bomba Attenborough

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No meio de um hiperactivo zapping, assisti a um programa no canal National Geographic sobre um bicho qualquer bastante horrível. Não era sobre o acima fotografado dragão de Komodo. Seria sobre uma daquelas cobras badochas que chegam a comer coelhos inteiros ao pequeno-almoço, mas já não me lembro muito bem. Ora comecei a pensar que estes bichinhos também têm direito à vida, que fazem parte deste mundo em que vivemos, e que merecem mais respeito do que muitas criaturas humanas. No Bomba Attenborough gostaria de recuperar a reputação aparentemente perdida destes bichos que, apesar de não serem nossos amigos, estão cá por algum motivo e se fazem algum mal só pode ser por terem boas razões para isso. Não quero, no entanto, deixar de elogiar os sempre elogiáveis bichos bonitos, por isso tentarei alternar os encómios: bicho feio/bicho lindo ou bicho medonho/bicho querido e assim por diante.

Começo pelo dragão de Komodo. Basta olhar para a fotografia em cima para percebermos que se trata de um bicho antiquíssimo. Isto é coisa para andar por cá há uma série de séculos. O lagarto gigante tem inúmeras vantagens: 1) a quantidade de bactérias que tem na língua protege-o de maçadoras gripes e quem sabe se de doenças mais aborrecidas; 2) a pele é grossa e também o protege do frio, logo anula qualquer possibilidade de apanhar uma constipação; 3) finalmente, com as suas unhas gigantes poderá esgravatar na terra enormes buracos, onde se poderá meter, protegendo-se mais uma vez de eventuais gripes. Concluindo: de certeza que o dragão de Komodo não se constipa e por isso há que estudar aquelas bactérias para ver se inventamos uma vacina decente. Por exemplo, um dragão de Komodo quando se zanga com outro (por causa de, por exemplo, um gato persa cobiçado por ambos... Varandas, estás proibido de sair de casa!), como se aniquilam um ao outro? Em princípio, seriam imunes à mordida um do outro, haverá ali muito anticorpo à solta, mas não sei. Reproduzem-se muito e isso é essencial para perpetuar a espécie. Cada fêmea chega a ter uma vintena de dragõezinhos de komodozinho! Muita resistência e abundante reprodução: temos bicho para durar mais umas centenas de anos. E há cá.

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publicado às 17:48