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por Carla Hilário Quevedo, em 08.10.06
Metabloggers do it better (29)

Por causa deste post, fui acusada por um querido amigo de ter uma visão totalitarista da coisa. Trocámos e-mails, defendi-me e desenvolvi a minha ideia, mas agora gostava de a desenvolver publicamente. Ser contra alguma coisa (seja o que for) implica um desejo muito forte de essa coisa ser apagada do mapa. Posso dizer que sou contra os sapatos duríssimos e horríveis da presente estação, mas com certeza perceberão que estou apenas a expressar uma opinião e, como tal, não posso ser de facto contra nada disso: não quero que acabem; simplesmente não gosto do estilo (ou seja, estou a brincar). Voltando ao post, não posso afirmar que gosto de gente burra (e não posso afirmar porque estaria a mentir), mas não sou contra a sua existência, até por uma razão muito simples: viveria em permanente estado de indignação, o que me desgastaria inutilmente. Quando digo que "ser contra os blogues é como ser contra as raparigas que não pintam o cabelo", estou também a dizer que "dizer que se é contra os blogues é como dizer que se é contra as raparigas que não pintam o cabelo". Não faço aqui distinções entre aquilo que se diz e aquilo que se é. Pretendo chamar a atenção para o absurdo de alguém ser contra os blogues. Ora, porque é que sou acusada de ter uma visão totalitarista? Não estou a dizer que as pessoas não sejam livres de ser contra os blogues. Sim, podem sê-lo, claro. A questão não é essa. O meu problema não é a liberdade de concordarmos ou discordamos seja do que for (considero essa liberdade como um dado adquirido e não a discuto sequer): há algo acima disso ou que é mesmo independente da liberdade de opinião. Podia acusar o meu amigo de relativismo: como somos todos livres, temos todos razão. Mas quero afastar-me desta ideia (que é importante e cujo desenvolvimento não cabe no meu blogue) e dizer que sou contra duas coisas essenciais e que estão associadas: sou contra a maldade e a injustiça. Quero que sejam apagadas do mapa. Corro o risco de envelhecer precocemente com este peso moral sobre os meus ombros, mas paciência. Posso sempre pintar o cabelo.

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publicado às 13:08

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por Carla Hilário Quevedo, em 08.10.06
Blockbomba: The Pink Panther (uma maravilha, absolutamente a não perder). Le Temps Qui Reste (não estava preparada para ver cenas de tensão sexual entre pai e filho e avó e neto - estes franceses são uns grandes malucos! - mas gostei do filme).

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publicado às 12:39

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por Carla Hilário Quevedo, em 08.10.06
Correio dos leitores sobre Soprano Talk (12)

Recebi do Bruno Alves a seguinte mensagem, que desde já agradeço: "(...) na realidade, não haverá sétima série, porque, embora venham a ser emitidos novos episódios, a sexta ainda não acabou. Em Janeiro (ou Março, acho que aquilo está atrasado) começará nos Estados Unidos o resto da dita. Depois destes, aí sim, será o fim. (...) Quando a sexta série começou nos States, foi anunciado que seria a última. O que mais tarde se veio a saber é que seria dividida em duas partes, uma primeira de dez episódios (salvo erro), ou seja, o que nós vimos até ontem, e uma segunda já não sei de quantos. Mas faz tudo parte de uma só série. Aliás, na Amazon estes episódios estarão já à venda em Novembro, com o título de Season 6 - Part1. Lá para Junho devemos ter o verdadeiro final."

Do Miguel Tomar Nogueira recebi a seguinte mensagem, que também agradeço: "(...) Os últimos 8 episódios da série 6 (a parte 2) já não vão estrear em Janeiro, mas sim em Março. (...) Parece que o senhor Gandolfini teve um problema no joelho que atrasou nas rodagens. Tens aqui o artigo da BBC que explica o atraso."

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publicado às 12:35