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por Carla Hilário Quevedo, em 21.11.06
Eu hoje acordei assim...

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Scarlett Johansson

... continuando (e terminando, apesar da interminabilidade do tema) com a questão "sapatomania: uma obsessão quase exclusivamente - passo o oxímoro - feminina", gostaria de indicar os seguintes pontos para reflexão para o resto da vida:

1) pode ser indiferente ter os sapatos que mais desejamos - basta que existam ou basta que imaginemos a existência de um certo tipo de sapato, com variantes de cores e tecido;
2) o entusiasmo que sentimos (falo das sapatomaníacas) por causa de um par de sapatos, que é completamente irracional para os outros (os sapatodesligados), não se assemelha a nenhum tipo de entusiasmo conhecido e não se trata - em si - de um entusiasmo erótico, embora as consequências na maior parte dos casos o sejam;
2a) pois tudo dependerá do tipo de sapato que provoca esse entusiasmo com consequências eróticas. No meu caso, por exemplo...
3) no caso de o ponto 1) não se verificar e for imperativo comprar aquele par de sapatos, é frequente observar a insistência no mesmo modelo, variando apenas nas cores (todas, um de cada) e no tipo de tecido (todos ou quase todos). Por exemplo, uma mulher que adore sabrinas, poderá ter uma colecção de sabrinas pratedas brilhantes, com manchas a imitar a pele de tigre, às bolinhas, às riscas, lisas e outros;
4) o modelo mais amado, que se usa repetida e diariamente, torna-se de um dia para o outro o mais detestado (mais feminino é difícil);
5) além dos sapatos (sandálias, sabrinas, sapatilhas, botas, botins), há mulheres que gostam de fazer tatuagens nos pés e outras que gostam de usar anéis nos dedos (toe rings) e ainda pulseirinhas finas à volta do tornozelo. Mas este ponto já nos desvia da questão (essencial) da sapatofilia para a podofilia, a qual não me interessa explorar, uma vez que é coisa mais masculina. (Caríssimo Mário, entendo perfeitamente o entusiasmo dos homens por mulheres "excelentemente calçadas", como diz, mas again essa é uma questão masculina - tendo em vista o sexo oposto.)

No meio disto tudo, lembrei-me da minha infância. Há algo estranhamente infantil nesta espécie de obsessão... Caríssimos Mário, Jansenista, blogueadoras e leitores, pois façam o favor de dizer de vossa justiça.

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publicado às 12:44