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por Carla Hilário Quevedo, em 06.01.07
Estado em que se encontra este blogue

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Jane Birkin

Até já!

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publicado às 10:16

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por Carla Hilário Quevedo, em 06.01.07
Modo de vida diferente: não se trata de acreditar, mas de conhecer. A questão deixou de ser a de ter fé e passou a ser ética.

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publicado às 09:52

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por Carla Hilário Quevedo, em 06.01.07
Passear pela blogosfera é bom e faz crescer

- O tempo vai passando e eu vou perdendo a pouca repugnância que tive quando vi pela primeira vez as imagens de Saddam Hussein com a corda a ser-lhe colocada no pescoço. Não sinto nenhum tipo de compaixão. Ivan, sabes que gosto muito de ti, mas esse texto tem de ser rescrito. Se tu quiseres, claro. Os quatro carrascos têm os gorros pretos porque são precisamente... os carrascos, que nunca têm cara, uma vez que representam o Estado que mata. Não tenho uma vasta experiência em execuções (embora talvez noutra vida...), mas já vi uns filmes. Sabes que houve uma enorme lista de voluntários para ocupar aquele lugar? Mas num aspecto tens razão: os americanos procederam mal, muito mal. Quando não acabaram com Saddam Hussein mal ele saiu do buraco em Tikrit (finalmente sei escrever Tikrit, embora a variação Kiki seja mais do meu agrado). A ingenuidade dos americanos é surpreendente. E se a imagem te impressionou tanto, porque é que a colocaste no blogue? Pronto, está um dia lindo. Basta.
- O Bruno Cardoso Reis defende o seguinte argumento contra a pena de morte: "Sou contra por razões racionais: a falibilidade de qualquer instituição humana, neste caso particularmente irremediável e cruel. Sou contra por razões sociais: é a pena dos mais pobres, dos mais excluídos, dos mais indefesos, dos pior defendidos. Sou contra por razões civilizacionais ou de princípio: cabe ao Estado punir de forma civilizada, se possível e justo regenerar, em todo o caso não vingar de acordo com a "lei" de Talião." Percebo perfeitamente e tem razão. Mas se por hipótese, as coisas corressem todas bem e houvesse "boas defesas", poria a hipótese de ser a favor da pena de morte? Já respondeu que é contra por razões civilizacionais ou de princípio, que respeito e percebo. Acha que uma pessoa que mata outras três, sem ser por legítima defesa, é recuperável?
- O João Miranda escreve o seguinte: "Há uma questão em que tanto os defensores como os opositores à pena de morte deviam estar de acordo. Tanto uns como outros deviam ser pela exibição pública das execuções. Os opositores porque serão os primeiros a desejar que um acto condenável seja exposto e denunciado. E os defensores porque serão os primeiros a reconhecer que se a pena de morte não é condenável então não há motivo para que a sua exibição o seja. No caso dos opositores a ocultação é uma má estratégia, no caso dos defensores a ocultação é hipócrita." Não concordo. Nem tudo o que não é condenável é publicamente exibível. A execução não deve ser pública, porque - embora em muitos países pareça - não estamos na Idade Média. A morte não é um espectáculo (e está um dia tão bonito, meu Deus). À execução devem assistir os familiares das vítimas e pronto. No caso de Saddam (que nem é um caso complicado, não percebo qual é a questão, sinceramente), convenhamos que um estádio de futebol não seria suficiente para receber todas essas pessoas a precisar de consolo. E o consolo, neste caso, não é um acto público.

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publicado às 09:40