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por Carla Hilário Quevedo, em 13.02.07
Fim de missão

Há dias que eu odeio
Como insultos a que não posso responder
Sem o perigo duma cruel intimidade
Com a mão que lança o pus
Que trabalha ao serviço da infecção

São dias que nunca deviam ter saído
Do mau tempo fixo
Que nos desafia da parede
Dias que nos insultam que nos lançam
As pedras do medo os vidros da mentira
As pequenas moedas da humilhação

Dias ou janelas sobre o charco
Que se espelha no céu
Dias do dia-a-dia
Comboios que trazem o sono a resmungar para o trabalho
O sono centenário
Mal vestido mal alimentado
Para o trabalho
A martelada na cabeça
A pequena morte maliciosa
Que na espiral das sirenes
Se esconde e assobia

Dias que passei no esgoto dos sonhos
Onde o sórdido dá as mãos ao sublime
Onde vi o necessário onde aprendi
Que só entre os homens e por eles
Vale a pena sonhar.

O tempo sujo, Alexandre O'Neill

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publicado às 22:35

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por Carla Hilário Quevedo, em 13.02.07
Um vídeo muito estúpido

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publicado às 11:19

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por Carla Hilário Quevedo, em 13.02.07
Caro Tomás Vasques: acontece que por volta das 10h30 estava sentada ao computador e preparava-me para acordar no blogue. De repente, sinto um abanão na cadeira e não era o Varandas a passar. Ao contrário das muitas reacções que li, não me levantei, nem sequer me mexi. Fiquei à espera que passasse e mal percebi que a casa não me ia cair em cima, abri o blogger. Depois foi só escolher uma fotografia. O ar um bocado parado de Sharon Stone pareceu-me muito bom. Nada de cabelos em pé.

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publicado às 11:08