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por Carla Hilário Quevedo, em 24.04.07
And again!

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publicado às 16:28

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.04.07
Here we go again!

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publicado às 09:09

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.04.07
Perder os sentidos

Um breve desmaio tem o seu encanto. O chilique tão tipicamente associado a donzelas com corpetes apertados, combinações, montanhas de folharecos e trajes sobrepostos, chapéus complicados, meias em pleno Verão e sapatos de veludo, deve regressar como a chamada de atenção feminina por excelência, apesar das diferenças inevitáveis no vestuário. Porque o desfalecimento é sempre teatral mesmo quando a explicação se deve à corriqueira baixa de tensão ou ao natural aumento da temperatura do ar, e sabemos bem como as mulheres precisam de representar e de se divertir mesmo nas situações difíceis. O público feminino não deve deixar de perder os sentidos com a maior das elegâncias: os joelhos suavemente flectidos, todo o corpo abandonado, os olhos fechados, a mãozinha apoiada sobre a testa e a esperança de naquele momento haver (pelo menos) dois braços masculinos a servir de apoio. Ah, que cena sublime, que romantismo decadente, que belo início de uma longa amizade. Caída nos braços de um cavalheiro, a mulher desfalecida é encantadora. A menos que seja insuportavelmente feia (e estúpida e invejosa). Nesse caso não há desmaio que lhe valha. Mas voltemos depressa à beleza da perda dos sentidos. Naquele momento, não há visão, nem audição, nem tacto, nem paladar, nem olfacto. Nem intuição. O momento perfeito para nos apaixonarmos.

Publicado na Tabu, Cinco sentidos, 21-04-07.

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publicado às 08:53