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por Carla Hilário Quevedo, em 31.05.07
Eu hoje acordei assim...


Angelina Jolie

... muito boas dicas do estimado Réprobo para o texto longuíssimo sobre a ira que um dia escreverei. Desta vez, quero relacionar com o Freud. Tive uma paixão muito grande por um irado, mas depois percebi que era uma espécie de psicopata e perdi o interesse. E Rui, perguntas bem sobre Roma: "como dar boas cenas a um rapazola e como tornar credível que os outros generais se lhe submetam?" Pois é. E aquele sotaque posh? Ninguém acredita no miúdo, é uma maçada. Naquela altura então, tudo o que tivesse menos de cinquenta anos praticamente não existia na vida política. Eu gosto de Octávio. É uma das minhas personagens favoritas.

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publicado às 08:25

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por Carla Hilário Quevedo, em 30.05.07
Muitos parabéns!



Ao Almocreve das Petas no seu quarto blogoaniversário!

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publicado às 21:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 29.05.07
Caracóis, sandálias e traições (3)



Quem será o Daniel Cerqueira na lista de actores no genérico? Péssimo dia a começar com um sonho com Níobe. Voreno recebe Mémio que se queixa de uma ofensa de Quinto Bubo ao sobrinho de 12 anos. "The boy was paid", insiste Voreno. Pode ser, mas Mémio tem razão. O rapaz, além de familiar, é propriedade dele, e se não pediu autorização... Tito Pulo tenta interferir. Não estará Pulo - forte e com bom coração, que bela mistura - demasiado inteligente nesta segunda temporada? Não digo que não fosse, mas pode ser impressão minha. Entretanto, Octávia fuma erva com uma amiga muito afectada, Jocasta, que diz a Átia que a Macedónia, para onde irá com Marco António é um sítio pavoroso. Átia trata de convencer Marco António de que a Gália é um sítio melhor para irem. E não estará Átia mais badochinha? Parece estar com aquela flacidez tão típica da decadência moral. Agripa chega com uma frase de Octávio e a notícia de que reuniu dez mil homens. Octávia nem acredita: "My little brother..." A cena entre Servilia e o rapaz incumbido da tarefa de envenenar Átia revela que ali não há nobreza. O rapaz, além de exigir mais dinheiro, chama Servilia pelo nome próprio e ainda exige um beijo, a grandessíssima lata, mas o pior é que passa impune. Cássio e Bruto na Bitínia. Tito Pulo e a mulher deixam o Aventino e encontram Lídia, filha de Voreno, que lhes diz que as crianças estão vivas, bastardo incluído. Cícero foge, não sem antes deixar um discurso e alguém a pagar pelas suas palavras. Átia janta sozinha e lá vai a caçarola com o guisado de ganso cheio de um veneno muito azul...

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publicado às 20:14

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.07
Ninho de cucos (90)



Obrigada, Sofia!

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publicado às 08:22

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.05.07
Caracóis, sandálias e traições (2)



Houve várias coisas magníficas neste episódio: a cabeça de Erastes Fulmen atirada para debaixo de um móvel qualquer, tum, tum; Octávio exige o dinheiro que lhe foi deixado por César, para que possa pagar os 75 denários a cada plebeu; Voreno que não se suicida porque Dis é que sabe quando chegou a sua hora; Marco António a delegar em Voreno a responsabilidade pela crise no Aventino; outra vez a cabeça de Fulmen a apodrecer, cheia de moscas e Tito Pulo a dizer a Marco António que Voreno sempre que olha para aquilo fica mais consolado (eu por acaso percebo, tem graça); Tito pulo pede a Voreno que não ande a dizer que é filho de Hades porque os deuses não gostam dessas coisas (ah, pois não gostam, não); Servília diz a Cícero que Bruto deve voltar a Roma, mas Cícero - que mal tratado é na série, como um cobarde repugnante - diz que é melhor não; Octávio, farto de esperar por Marco António, pede um empréstimo de três milhões de denários e entra na vida política, e a sua decisão enfurece Marco António - Átia escolhe não apoiar o filho (este comportamento de Átia merece reflexão); finalmente, na caravana de Octávio, de partida para a Campânia, encontramos os filhos de Voreno, bastardo incluído. São várias coisas magníficas, como vêem, mas depois há duas extraordinárias: o par de estalos de Cleópatra a Marco António e uma cena brevíssima com uns criminosos no Aventino a torturar outros criminosos metendo-os nuns sacos e mergulhando-os na água de uma fonte (antes de chegar a trégua sagrada). Sobre esta cena dos sacos, lembro-me de um castigo que consistia em meter o culpado de algum crime num saco de sarapilheira na amena companhia de um macaco, um galo e uma serpente e atirá-lo ao Tibre. Se sobrevivesse, tudo bem, se não, então era porque Dis não queria mesmo que continuasse a sua vida de ladroagem e crime. Mas tenho de verificar. Nesta cena, só vi serpentes mas o princípio era o mesmo. O par de estalos é soberbo. Nota máxima para a execução técnica logo seguida de nota máxima para a coreografia. Parte de trás da mão primeiro com uma medida de força suficiente para marcar uma posição e desarmar Marco António, e regresso com a palma da mesma mão no outro lado da cara com a mesma medida de força. Em não mais de três segundos, a questão fica resolvida sem dramas desnecessários, justificações ou lamentações. Trás, trás e pronto. "It is not allowed to touch."

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publicado às 20:33

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.05.07
Caracóis, sandálias e traições (1): actualizado.

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publicado às 20:31

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.05.07
Coisas que melhoram algumas vidas (71)




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publicado às 20:30

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.05.07
Os olhos das heroínas


Imagino Ofélia, Julieta, Catherine Earnshaw, Dulcineia, Scarlett O’Hara e tantas outras heroínas românticas da literatura e do cinema como mulheres pálidas, frágeis e olheirentas. Pois o excesso de sofrimento amoroso pode hoje em dia ser muito bem disfarçado com maquilhagem sofisticada. As heroínas modernas, por vezes mais excessivas do que as suas antecessoras, podem usar magníficos anti-cernes e fazer de conta que são seres frios e racionais. Ora, entre os correctores mais sofisticados do mercado - como, por exemplo, o Diorskin Sculpt Lifting Smoothing, da Christian Dior, um corrector muito suave e eficaz, que se aplica como um lip gloss com uma minúscula esponja - existe o Ferrari dos correctores, o melhor amigo das mulheres com olheiras, talvez o mais caro, mas também superluxuoso: chama-se Touche Éclat e é da Yves Saint Laurent. A diferença está na textura do creme, finíssimo e de imediata absorção e no tipo de pincel, que permite uma aplicação doseada e eficaz. Com uma óptima base por cima e um pouco de blush, ninguém diria que sofre, que se preocupa, que passa por momentos de profunda tristeza. Viva a maquilhagem de luxo!

Publicado na Tabu (Cinco Sentidos), a 17-02-07. Dedicado à Margot.

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publicado às 20:17

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.05.07
The Last Knit (via João Miranda)

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publicado às 14:36

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.05.07
Metabloggers do it better (57)

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publicado às 14:13

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