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por Carla Hilário Quevedo, em 05.05.07
Ninho de cucos (87)

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publicado às 19:36

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por Carla Hilário Quevedo, em 05.05.07
Metabloggers do it better (52)

Um leitor escreveu-me a dizer que acha mal que eu fume no blogue. Teve muita graça.

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publicado às 18:52

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por Carla Hilário Quevedo, em 05.05.07
Eu hoje acordei assim...


Drew Barrymore

... ah, extraordinária fotografia! Desfocada, suada, estafada. A cantar still kissin' after all these years (é caso para fazer escrever o desejo mais engraçado que temos: boa continuação!). Agora percebo que nos fixámos - todos, no mundo inteiro, sobretudo o Ocidental - no complexo de Édipo propriamente dito mas não na sua resolução. Como é que a coisa se ultrapassa, como é que se resolve? Tem de haver um desgosto. Não sei se será o primeiro desgosto, mas é um dos primeiros, que encontra consolo ou resolução na identificação (gosto de utilizar esta palavra no sítio certo) no objecto amado ou no anterior rival (pai ou mãe, dependendo do género da criança, embora a coisa pareça um bocado difusa no início, segundo explica Freud). é como se o amor pelo pai ou pela mãe se transformasse numa bela amizade. Mas há casos em que essa identificação não acontece ou acontece de uma maneira menos conhecida. E ontem foi um dia muito activo. Mais ou menos a meio, assisti a uma conversa sobre os direitos dos animais. Contaram-se duas histórias que ilustram muito bem o preconceito que existe em relação à protecção dos animais. Uma delas tinha a ver com crocodilos. Uma população algures andava a dizimar os bichinhos para vender a pele para fazer carteiras (para a Hermés, se calhar, são divinas) e sapatos e essas coisas, até que um dia uma sociedade protectora tentou convencer os habitantes a pararem com aquilo. Eles responderam que paravam com aquilo no dia em que os crocodilos parassem de comer pernas e braços humanos. Eu não achei graça à história, confesso, e por uma razão muito simples: nós não somos como os crocodilos nem os crocodilos são como nós. Esta evidência implica o seguinte: os crocodilos atacam porque é essa a sua natureza. Será da nossa natureza matar crocodilos para fazer carteiras, por muito divinais que sejam (e que são, não nego)? Podem responder que sim, mas - reparem - não estão a responder bem. Eu, por exemplo, nem ninguém da minha família (embora não responda pelos amigos) quer participar numa caça ao crocodilo, coitadinho do bicho. Por outro lado duvido que haja crocodilos que perante qualquer mãozinha humana dentro de água não a queiram abocanhar. É diferente, por isso me perturba esta necessidade de acharmos que é tudo igual, que deve ser tratado de maneira igual, que bichos e gente é a mesma coisa, quando não é. (Esta última frase podia ser utilizada por aqueles que não defendem os animais.) E depois mais uma coisa: que raio de história é esta de atacarem tão assanhadamente os que defendem a moral e a virtude (em geral, pronto)? Começo a achar uns chatos aqueles que reivindicam a toda a hora o seu direito a não sei o quê. Tanto individualismo vai acabar por nos matar. De tédio.

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publicado às 09:18