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por Carla Hilário Quevedo, em 14.05.07
Metabloggers do it better (55)

Pois tudo é efémero, sim. E a consciência disso, claro. E deitarmo-nos com poucos pertences, naturalmente. Mas, para mim, que pouquíssimo ou nada disso sei, o apagamento em questão é crime blogosférico, caro e estimado Confrade Jansenista.

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publicado às 21:51

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por Carla Hilário Quevedo, em 14.05.07
Metabloggers do it better (54)

O meu ponto é precisamente que ninguém sabe se diz tudo. Mesmo aqueles que acreditam que o dizem. Mas há quem nos blogues diga tudo, embora ninguém acredite que aquilo possa ser tudo o que o outro tem para dizer - é que depois tem de haver quem acredite que o outro disse mesmo tudo. A vida - além de breve - é tão difícil, diabos... Ah, e nada me parece menos eficaz do que um blogue que desata a dizer tudo, e que se alonga nessa acumulação de desabafos. Talvez criar a ilusão de que se disse tudo seja a chave do diarismo exibicionista. Ou não, claro, claro.

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publicado às 20:03

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por Carla Hilário Quevedo, em 14.05.07
Bom em todas as línguas

"Hoje lembro-me de uma velha história em que um dos personagens - de Jerusalém, está claro, de que outro sítio poderia ser? - está sentado num café em frente de um velho com quem entabula conversa. Ora, o velho é Deus em pessoa. Bem, o personagem não acredita logo, mas, após alguns sinais inconfundíveis, convence-se de que quem se senta do outro lado da mesa é Deus. E tem uma pergunta a fazer-Lhe, uma pergunta crucial, sem dúvida. «Querido Deus, por favor, diz-me de uma vez por todas: qual é a fé verdadeira? A católica romana, a protestante, talvez a judaica, acaso a muçulmana? Qual fé é a verdadeira?» E nesta história, Deus responde: «Para te dizer a verdade, meu filho, não sou religioso, nunca o fui, nem sequer estou interessado na religião.»"

Amos Oz, Contra o fanatismo, tradução de Henrique Tavares e Castro, Edições Asa/Público, Lisboa, 2007, pp. 75-76.

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publicado às 19:51

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por Carla Hilário Quevedo, em 14.05.07
Eu hoje acordei assim...


Marilyn Monroe

... encontrei nas minas um livro pequenino de Amos Oz, Contra o Fanatismo, e comovi-me com o último texto, o único aliás que li desse livro e também do autor, que desconhecia. Tenho de pôr aqui uma citação que substitui perfeitamente qualquer tipo de comentário. No outro dia, depois de ter visto uma entrevista na televisão a um embaixador, fiquei a pensar que nunca poderia ser duas coisas na vida: diplomata e política. A primeira porque teria de reproduzir a opinião vigente, enchendo sempre o discurso com informações irrelevantes e a segunda porque teria de ter uma flexibilidade de opinião e uma capacidade extraordinária de adaptação à mudança, coisa que me falta, confesso. Mudando de assuntos, Freud (são 24 volumes, tenham lá paciência) diz que o mais interessante de tudo é o ego. Concordo, claro. No ego estão as conclusões, as falhas ou o que vai restando, o que sobrevive. E mudando mais uma vez, belíssimo relato, caras Miss Woody e Miss Allen.

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publicado às 08:27