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por Carla Hilário Quevedo, em 10.06.07
"When people say they hear voices in their heads... as opposed to where exactly?"



Jimmy Carr, primeira stand-up performance, 2002.

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publicado às 17:55

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.06.07
"Jewish people buying german cars"



Sarah Silverman, I Love You More.

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publicado às 17:29

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.06.07
Mas que giro! Um blogue onde é mencionado o meu Avô!

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publicado às 17:18

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.06.07
Eu hoje acordei assim...


Sophia Loren

... muitas coisas me separam de Freud - ele é homem, barbudo, pai da Psicanálise, já morreu - mas começo a perceber uma que parece afastar-me definitivamente dele. Oh, que pena, na verdade não queria nada... É o problema do acaso, do que acontece sem que nada o preveja, do acidente. Ora, naquela estrutura, como noutras (ou talvez em todas), não há espaço para o imprevisto. É como se de repente voltasse atrás - e eu não tenho nenhum problema em voltar atrás, mas é certo que por momentos gostei de pôr tudo em causa; de pensar no destino como uma sucessão de acasos. A contradição está lá, pois se é destino - palavra que imediatamente associo a uma rede ou a uma teia - não pode ser composto por qualquer coisa que não se sabe o que é. Mas quem sabe, afinal? Pois, sim, Zeus. Mas não é inteiramente verdade, porque há coisas que nem Zeus controla. Zeus funciona afinal como uma espécie de Director-Executivo do destino. É ele que manda, mas paradoxalmente quando ele quer alterar algo que já foi decidido, não pode, não tem esse poder. Zeus não tem um poder absoluto. Nessa falha podia estar o acaso. Mas não está. Tem de vir logo uma entidade superior estragar-me o esquema: a Moira. Concluo muito brevemente por agora que Freud se aproxima dos Antigos. E eu que me ando a tentar libertar e vou lá ter constantemente. É porque não quero, só pode ser. É porque não posso? Entretanto, no meio de uma série de considerações misóginas - só uma pausa para dizer que as mulheres que não admitem a existência da misoginia viveram muito pouco, conhecem quase nada e vão ter uma surpresa desagradável quando decidirem sair de casa das bonecas - ora, dizia eu que no meio de considerações misóginas - palavra que significa ódio às mulheres e que não é aplicável a mulheres que odeiam mulheres porque há uma palavra para isso e que é simplesmente estúpidas - ai, que nunca mais chego lá! Dizia eu então que no meio de considerações misóginas, Bernardo Soares, no Livro do Desassossego, escreve o seguinte: "A maior indisciplina interior junta à máxima disciplina exterior compõe a perfeita sensualidade". Não é curioso? E depois esta exclamação: "(...) oh, mulheres superiores, ó minhas misteriosas Cerebrais". Não é engraçado, e logo com uma maiúscula? Mas acaba por resvalar para uma conversa habitual, quando diz que o homem superior não tem necessidade de nenhuma mulher e que "não precisa de posse sexual para a sua volúpia. Ora, a mulher, mesmo superior, não aceita isto: a mulher é essencialmente sexual". Cá está, cheio de medo. Apavorado, diria mesmo.

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publicado às 10:42