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por Carla Hilário Quevedo, em 26.07.07
Dos Antigos


The Young Cicero Reading, Vincenzo Foppa, ca. 1464, Wallace Collection, London

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publicado às 22:36

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.07.07
Antony and Cleopatra, Act IV, Scene 3
by William Shakespeare

First Soldier: Brother, good night: tomorrow is the day.
Second Soldier: It will determine one way: fare you well.
Heard you of nothing strange about the streets?
First Soldier: Nothing. What news?
Second Soldier: Belike 'tis but a rumour. Good night to you.
First Soldier: Well, sir, good night.

Enter two other Soldiers

Second Soldier: Soldiers, have careful watch.
Third Soldier: And you. Good night, good night.

They place themselves in every corner of the stage

Fourth Soldier: Here we: and if tomorrow
Our navy thrive, I have an absolute hope
Our landmen will stand up.
Third Soldier: 'Tis a brave army,
And full of purpose.

Music of the hautboys as under the stage

Fourth Soldier: Peace! what noise?
First Soldier: List, list!
Second Soldier: Hark!
First Soldier: Music i' the air.
Third Soldier: Under the earth.
Fourth Soldier: It signs well, does it not?
Third Soldier: No.
First Soldier: Peace, I say!
What should this mean?
Second Soldier: 'Tis the god Hercules, whom Antony loved,
Now leaves him.

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publicado às 21:30

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.07.07
O deus abandona António

Quando subitamente à meia-noite se ouve
passar um cortejo invisível
com música excepcional, com vozes –
não chores em vão a sorte que agora te abandona,
as tuas obras que falharam, os planos da tua vida
que eram afinal ilusões.
Como se estivesses há muito preparado, corajoso,
despede-te dela, da Alexandria que parte.
Acima de tudo não te enganes, não digas
que foi só um sonho, que os teus ouvidos te enganaram;
não cedas a essas esperanças vãs.
Como se estivesses há muito preparado, corajoso,
como se fosses digno de uma cidade como esta;
aproxima-te com firmeza da janela,
e ouve com emoção, mas não
com os pedidos e as queixas dos cobardes,
como último prazer os sons,
os instrumentos excepcionais do cortejo secreto,
e despede-te dela, da Alexandria que perdes.

Konstandinos Kavafis, 1911, tradução de Carla Hilário de Almeida Quevedo (2004)

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publicado às 21:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.07.07
Caracóis, sandálias e traições (10)



Rui, gravei o episódio e vou tentar que o Varandas não grave nada por cima. Átia sempre foi e sempre será a melhor personagem desta série, badocha ou não. Belíssima neste último episódio, supera uma prova final completamente desumana (aos meus olhos modernos, entenda-se): neste Triunfo - tão diferente do anterior, é verdade, Ana Cláudia - é obrigada a assistir à exibição dos corpos de Marco António e de Cleópatra, prémios de Octávio para o seu povo. E suporta tudo, só com os olhos muito vagamente brilhantes, olhando uma vez para o filho e depois para o lado sem chorar uma única lágrima. Devo notar, aliás, que nos episódios que se seguiram à maldição de Servília - Rui of Zinkii, I call for justice, and all that jazz, lembram-se? - assistimos a relativamente pouco sofrimento para Átia. É certo que acaba sozinha, but don't we all? Julgo que a maldição de Servília acaba por não se cumprir - sempre me pareceu uma personagem pouco eficaz na concretização das suas coisinhas - ou cumpre-se apenas de um ponto de vista telenovelesco: o seu melhor amante acaba doente de amor por uma mosca morta (lamento, Rui, mas não - a Rainha do Egipto e o grande Marco António retratados como um casal enfadonho de uma telenovela: "eu amo você, Marco Antônio...", "ah, quirida, você gosta dji mi ver dji eyelainer?" e assim por diante, boring I say!). Servília que afinal foi o grande amor de Júlio César, segundo conta Suetónio... Nem uma porcaria de uma maldição de jeito! Tanto drama para pouco. Átia mantém-se firme e responde maravilhosamente à serpente da nora, quando esta insiste em entrar primeiro e ocupar o lugar de honra no Triunfo: "You are swearing now that some day, some day you will destroy me. Remember: far better women than you have sworn to do the same. Go look for them now." Os inimigos, para o serem, têm de no mínimo estar à altura.

Adorei as nossas conversas, como sempre. Obrigada!

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publicado às 20:17